Hábitos e costumes

Assim que meu companheiro e eu chegamos no aeroporto de Istambul vimos um homem com a cara do José Dirceu, com aquele cabelo branco comprido. Pensei comigo: ”Olha! Não é bobo nem nada, e já conseguiu vir pra Turquia!”  Mas...não. Não era ele, e quando cheguei no Rio, vi que as coisas andam pesadas mesmo pros mensaleiros.

O guia que contratamos veio nos buscar e começou a falar sobre a cidade, que antes de Istambul, já foi  Bizancio e Constantinopla, me fazendo lembrar de uma música de quando eu era garota: “Istanbul, not Constantinopla, now is Istambul not Constantinopla” que cantávamos minha irmã e eu acompanhando a “vitrola” no apartamento com vista para a Av. Atlântica.

O guia nos falou da religião muçulmana e explicou que muçulmano quer dizer “acreditar em Alah, o único Deus, e no profeta Maomé”.

Depois do Império Romano, veio o Otomano, onde permanece, até hoje, seu estilo arquitetônico que data do ano de 528 D.C. 

Fomos com o guia visitar a Mesquita de Santa Sofia, ou “Santa Sabedoria”, construída em 536 D. C., a  Mesquita Azul, cuja cor, em turco, quer dizer “vida”, e é a cor de todos os souvenirs da cidade, como pedras com um olho azul desenhado, que se chama “olho turco”, e é para dar sorte, ou vida.

Santa Sofia tem seis minaretes, ou torres, o que demonstra a sua importância.

 A Torre de Gálata (Torre de Cristo) foi construída em 1348, para impedir que os inimigos entrassem na cidade pelo Bósforo, o canal que divide o lado europeu do asiático de Istambul.

Fomos também ao Palácio Topkapy, de Constantino o Grande, (aquele palácio que virou filme do 007), e sua mãe Helena, os primeiros a adotarem a religião católica na região bizantina, construído em 1478, com suas salas colossais, jardins inacreditáveis e o harém do sultão no prédio ao lado.

São milhares de mesquitas, templos da religião islâmica, (Islam quer dizer céu, em turco),  e 365 igrejas católicas, na Turquia.

Jantávamos em restaurantes em frente ao Bósforo, com mulheres chiquérrimas, de burca, ou lenço na cabeça, magérrimas e bem vestidas. Vi uma delas levantar um pedacinho do véu pra poder ter espaço pro garfo entrar e sair de sua boca, e fechá-lo rapidamente sem dar tempo de se ver o seu rosto.

Alem dessa cultura milenar ou muito mais do que isso, ainda vimos uma exposição de Monet junto com um filme que contava a sua vida e falava do Impressionismo.

Como é importante sair do nosso espaço, onde, habituados com ele, não prestamos mais tanta atenção a sua beleza e história, levando a vida como um fato corriqueiro.

Então, depois do deslumbramento delicado de Istambul, fomos com o guia visitar a Capadócia, coisa que jamais podia imaginar na minha vida. Uma bênção!