"Não cheguei de paraquedas na Seleção", diz Mano antes de primeira decisão 

Durante toda a caminhada brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres, Mano Menezes recusou se sentir mais pressionado do que o habitual por causa da falta de resultados e da mudança na presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Porém, em sua última resposta na entrevista prévia à decisão contra o México, marcada para este sábado no Estádio de Wembley, o treinador fez um pequeno desabafo, quando disse que não está na Seleção por acaso.

"Tenho uma boa experiência, não cheguei na Seleção de paraquedas. O resto é absolutamente comum. Cobrança por resultados, críticas, muitas vezes sem conhecimento. Futebol está cheio de estória e boatos. Mas, no final, o que permanece são as verdades. A linha que você acredita, o caminho que escolheu", afirmou o técnico.

Até o momento, Mano Menezes perdeu a única competição que disputou com a Seleção, a Copa América de 2011. Fora isso, perdeu amistosos contra os grandes do futebol mundial, como Alemanha, França e Argentina.

"Vamos perder, vamos ganhar. Mas os outros também podem ser competentes, temos que aceitar. Acima de tudo, tem que ter a convicção de estar fazendo o certo", completou o técnico, que com a campanha em Londres viu a pressão em seu cargo diminuir.

Desde que assumiu a presidência da CBF, no começo deste ano, José Maria Marin disse que avaliaria o trabalho do treinador por resultados. Agora, mesmo em caso de derrota para o México na decisão, a campanha sem sobressaltos na Inglaterra esfriou o clima para uma possível mudança de treinador.

Mano repetiu nesta sexta-feira que não pensa em sua situação pessoal e que a pressão faz parte do trabalho de qualquer treinador. Por isso, uma possível medalha de ouro, a primeira da história do país no futebol olímpico, não teria nenhum significado em relação às críticas que sofreu.

"Embora tenha se falado sobre isso (pressão), volto a afirmar que não coloco questões pessoas acima da Seleção. Então, não entrei mais ou menos pressionado. como sempre me cobrei como comandante de uma das maiores seleções do mundo. Lido com resultado, mas não foi diferente a Olimpíada com outros momentos", completou.