Fabi espera que grito de "campeão voltou" fique marcado no vôlei 

O duelo contra a Rússia se encaminhava para uma derrota. Após um terceiro set apático da seleção feminina de vôlei e um quarto set começando da mesma forma, o Brasil passou a reagir e um grito vindo das arquibancadas de futebol começou a entoar do lado de fora da quadra: "o campeão voltou, o campeão voltou". O time brasileiro virou a partida e foi para a semifinal. No duelo contra o Japão, válido pela semifinal, lá estava a música novamente.

Durante o duelo em que a seleção atropelou as japonesas, o canto começou de forma tímida, mas após o fim do confronto, ganhou força nas arquibancadas, como uma espécie de ânimo extra para a equipe visando a final contra os Estados Unidos. Após a classificação, as jogadoras afirmaram que a música tem feito a diferença para levantar o astral da equipe dentro de quadra. "A torcida está super legal, vibrando o tempo inteiro com a gente", disse a oposto Sheilla.

Fã de futebol, a líbero Fabi espera que a seleção feminina de vôlei conquiste o bi olímpico e que o grito de "campeão voltou" fique marcado para sempre na memória do esporte dentro dos Jogos Olímpicos. "Esse grito foi um grito da virada. Como contagiou, como repercurtiu, como as pessoas tem ouvido falar isso lá no Brasil. Não tem como não ouvir a galera gritando e não tem como não contagiar a gente. É um grito do futebol, mas quem sabe a gente não fica marcado nessa Olimpíada como o grito do vôlei também".

Thaisa foi na contramão de suas companheiras e disse que se foca mais na quadra do que nos gritos que vêm de fora dela. "A gente aprendeu a focar só dentro da quadra, porque assim como agora tem a torcida a favor, tinham as vaias. A gente começou a concentrar no que tinha que fazer. A gente grita para gente, a gente pula, mas tudo isso para nós. Principalmente isso, a gente está passando energia uma para outra. A nossa sensação é essa, na hora que grito, faço um ponto é para passar vibração para as outras".