Aos 30, Tyson Gay promete seguir em busca de 1ª medalha olímpica 

Tyson Gay completa 30 anos nesta quinta-feira, mas ainda mantém vivo em sua mente a esperança de conquistar uma medalha olímpica. Sem subir ao pódio na Olimpíada de 2012, em Londres, o velocista americano acredita ter condições de alcançar a meta em 2016, quando terá 34 anos, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Para chegar lá, Tyson Gay precisa mais do que superar rivais como Usain Bolt, Yohan Blake, Asafa Powell, Justin Gatlin e Ryan Bailey. O principal obstáculo do americano é a série de lesões que mantém sob controle desde 2011, quando precisou passar por cirurgia para recuperar o quadril. Aos 30, manter a condição física é o desafio de Gay.

"Eu disse a meus fãs que continuarei brigando pelos próximos quatros anos. Meus planos são basicamente continuar batalhando. Meu corpo está bem, meu quadril está bom. Acho que terei grandes anos", disse ele. "Meu corpo está bem. Se eu continuar treinando bem, apropriadamente, inteligentemente, poderei estar pronto", completou.

E que ninguém pense que Tyson Gay diminuiu seu otimismo ou que não se vê em condições de desafiar os principais candidatos ao ouro nas provas de velocidade do atletismo. Prejudicado pela falta de treinos antes de 2012, ele foi o quarto colocado na final dos 100 m ao marcar 9s80 - apenas 0s01 mais lento que o compatriota Justin Gatlin, medalha de bronze.

"No fim do dia, eu ainda acredito em meu coração que não vivi meus melhores dias", afirmou, com um discurso tranquilo, lembrando o período de treinos após as lesões. "É duro fazer as coisas assim. Aceito, mas é duro conseguir se comparar aos melhores quando você não tem uma temporada de treinos completa", emendou.

Ainda assim, Tyson Gay se mostrou satisfeito pela participação na final vencida pelo jamaicano Usain Bolt. "Os atletas-chave estavam lá, ninguém ficou de fora. Foi uma grande corrida."

Apesar de despedir-se de Londres sem a medalha olímpica, e de admitir que a situação "tem sido um pouco difícil", Tyson Gay mantém a compostura. Prova disso foi uma situação vivida pelo próprio velocista na Vila Olímpica, e que ele contou a jornalistas.

"Eu brinquei algum tempo atrás com uma garçonete na Vila, que quis tirar uma foto comigo. Eu disse: 'mas eu não ganhei uma medalha olímpica'. Ela disse: 'eu sei, mas você é tão legal, e continua sendo um dos caras mais rápidos do mundo'", relatou Gay, sorrindo.