Mano muda time pela 5ª vez na Olimpíada e abre disputa para final 

Ser titular na Seleção Brasileira de Mano Menezes é uma condição relativa. Na vitória contra a Coreia do Sul por 3 a 0, nesta terça-feira, o treinador escalou a quinta formação inicial diferente nos Jogos Olímpicos de Londres e manteve o discurso de que para a decisão contra o México outras mudanças podem ocorrer. Com o grupo na mão, ele diz se sentir confortável em buscar alternativas para cada jogo.

Especificamente contra os sul-coreanos, o motivo da mexida no time foi arrumar as falhas verificadas ao longo da primeira fase e quartas de final. "Não foi por causa do adversário", disse o treinador sobre a entrada de Alex Sandro no lugar de Hulk. A intenção era fortalecer a marcação sobre o lado esquerdo, considerado falho durante toda a campanha, e aumentar a versatilidade do ataque.

"Tínhamos uma linha de ataque muito definida, com três jogadores muito fixos. Isso facilitou a marcação em linha de quatro (contra Honduras). Queríamos uma versatilidade melhor e não funcionou na primeira parte, mas depois encaixou. Vamos pensar sempre no rendimento da equipe em primeiro lugar", completou.

A saída de Hulk, um dos três jogadores acima de 23 anos na atual Seleção, foi encarada com naturalidade por Mano Menezes. Para o treinador, sua condição de atleta experiente não é garantia de titularidade na Seleção. O zagueiro Thiago Silva e o lateral esquerdo Marcelo são os outro dois com a faixa etária acima do limite.

"Hulk tem sido muito respeitado nos Jogos Olímpicos, deu assistências e foi muito bem. Mas isso não significa que não se pode mexer por causa disso. A questão foi tática e não técnica. Precisava de um jogador que tivesse a característica do Alex Sandro", explicou.

O Brasil estreou na Olimpíada contra o Egito com o mesmo time que havia derrotado a Grã-Bretanha em amistoso preparatório, com exceção da entrada do goleiro Neto no lugar do machucado Rafael. Para o jogo seguinte, contra a Bielorrússia, mudança pontual com a entrada de Alexandre Pato no lugar de Leandro Damião para dar mais mobilidade diante de um rival que jogou com cinco atletas postados na defesa.

No encerramento da primeira fase diante da Nova Zelândia, com o time já classificado, Mano escalou praticamente todos os reservas para dar folga aos titulares. Para o jogo seguinte, contra Honduras, promoveu a volta de Leandro Damião e oficializou Gabriel no lugar de Neto no gol brasileiro.

Já para a decisão, Mano não descarta novas alterações. "Primeiro vamos comemorar a classificação e depois pensamos no melhor time com aquilo que temos de ideia para a Seleção Brasileira. Não tem mudado muito em relação ao adversário, mas pelo que precisamos ajustar no nosso time", explicou.

Mano ainda comemorou contra a Coreia do Sul a presença do único jogador que até então não tinha entrado em campo. "Colocamos o único jogador que não tinha atuado ainda, o Bruno Uvini. E isso mostra como todos são importantes para a equipe e como isso vai fazer diferença na final", disse.