Argentinos esperam 'batalha campal' contra o Brasil no basquete 

O jogador da seleção masculina de basquete da Argentina, Emanuel Ginóbili, não está para brincadeira quando fala sobre a partida contra o Brasil nas quartas de final do torneio olímpico de Londres, nesta quarta-feira às 16h (de Brasília). Depois de dizer que faz questão de ganhar dos brasileiros "até no ping-pong", o jogador argentino afirmou ao diário Olé que a partida vai ser uma "batalha campal".

Ginóbili declarou que vai ser um jogo muito duro, já que o vencedor vai brigar por medalhas e o perdedor volta para casa. Ele acrescentou que a partida é como a Argentina procurava em Londres.

O argentino aproveitou para alfinetar os brasileiros, que têm ampla desvantagem em confrontos diretos com os rivais (6 a 2 para os argentinos desde o surgimento da "geração dourada" em 2002), ao dizer que um dia o Brasil vai ter que ganhar, mas que ele espera que ainda demore alguns anos para isso acontecer.

Outros jogadores também encaram o duelo com o Brasil nas quartas de final como um grande desafio. Carlos Delfino disse que vai ser um "combate". Ele exalta o comando do compatriota Rubén Magnano na Seleção Brasileira, a quem define como "alguém que nos conhece muito bem".

Delfino acredita que o Brasil cresceu por causa de uma geração talentosa, principalmente por causa dos jogadores da NBA. Sobre a vitória da Seleção sobre a Espanha, ele se limitou a dizer que "há suspeitas, foi muito raro".

O atleta do basquete argentino que mais vezes enfrentou o Brasil, Leo Gutiérrez ressalta que os rivais vão "jogar a vida" nessa partida, já que a Argentina tem sido uma "pedra no sapado". Por isso, ele afirma que as chances de vitória estão em 50% para cada lado.