Brasileiro repete Murer e culpa vento por mau desempenho no salto 

O vento de Londres mais uma vez foi usado como justificativa para um desempenho ruim de um atleta brasileiro. Com a pior marca na prova do salto triplo, Jonathan Silva atribuiu a fatores climáticos o fato de ter queimado dois de seus três saltos, nas eliminatórias disputadas na manhã desta terça-feira, no Estádio Olímpico.

"O vento foi um dos fatores principais de eu ter errado um pouco minha corrida e não ter acertado o salto. Mas, paciência, virão outras e tenho que encarar isso de frente", afirmou.

Ele reconheceu que a maioria dos competidores também foram afetados pela força do vento, mas observou que alguns souberam superar esse problema. Silva admitiu ter entrado ansioso na competição olímpica, mas explicou que utilizou isso a seu favor.

"Não senti muito. Foram mais os fatores climáticos mesmo que influenciaram nessa não ida minha para a final", comentou.

Estreante em Olimpíadas, Silva saltou apenas 15,59 m, ficando na 26ª posição - apenas o indiano Renith Maheshwary foi pior, queimando todas as tentativas. A melhor marca foi obtida pelo americano Christian Taylor, que saltou 17,21 m.

Silva representou o Brasil em um esporte em que o País tem tradição em Jogos Olímpicos, com conquistas de Adhemar Ferreira da Silva e João do Pulo. O atleta ressaltou que ainda é novo, e tem tempo para colocar seu nome entre os grandes brasileiros na história desse esporte.

"Também quero fazer minha história, e colocar meu nome junto com o deles. Só estou no começo da história, tem muita coisa para acontecer ainda".