Zanetti nega ser "salvador" da ginástica brasileira e prevê fôlego 

Até esta segunda-feira, a ginástica artística brasileira havia se destacado principalmente por fatores negativos: o polêmico corte de Jade Barbosa antes da Olimpíada de Londres, a queda de Diego Hypólito no solo, os erros de Daniele Hypólito e a apagada passagem de Daiane dos Santos. Arthur Zanetti destoou disso ao conquistar o ouro nas argolas, mas negou ser o "salvador" da modalidade.

"Não é salvar. Eu vim aqui para fazer a minha parte. Fiz o meu trabalho, que era representar o Brasil bem. Consegui fazer isso, agora espero que as portas se abram para a ginástica do Brasil", apontou o campeão, em entrevista nos estúdios do Terra em Londres. Zanetti fugiu de polêmica em relação a outros ginastas.

Perguntado sobre os motivos que teriam atrapalhado outras performances brasileiras, o atleta se esquivou. "Não posso falar por eles, porque cada um reage de uma maneira dentro da competição. Posso falar por mim: tenho trabalho psicológico, treino a parte técnica todos os dias. Falo por mim. Pelos outros é mais complicado", disse.

Apesar do desempenho frustrante da ginástica em Londres, Arthur Zanetti se mostrou confiante para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. "Provavelmente essa medalha pode dar fôlego, porque ela não é só para mim, é para todos. Espero que abram novas portas para a ginástica no Brasil", afirmou o campeão nas argolas.