Thiago Pereira: Olimpíada de 2016 vai melhorar estrutura da natação 

A estrutura que a próxima Olimpíada deixará no Brasil, para o nadador brasileiro Thiago Pereira, vai permitir que se fale em dois períodos diferentes, antes e depois de 2016. De acordo com o atleta, que conquistou uma histórica medalha de prata nos 400 m medley, derrotando Michael Phelps e igualando o recorde sul-americano obtido em 2009 (4m08s86), a competição deve deixar um legado grande para o país em termos de estrutura do esporte - principalmente para a natação.

"Tenho certeza que o esporte brasileiro vai mudar muito com essa Olimpíada. Vamos poder falar em tempos bem separados, antes de 2016 e depois de 2016", afirmou o atleta durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira. Segundo ele, a estrutura para o esporte no Brasil ainda está muito longe da que ele encontrou nos Estados Unidos, onde treinou por cerca de dois anos.

"Nos Estados Unidos, em todo o lugar que você vai há uma highschool com não sei quantos moleques treinando natação, várias piscinas de 50 m, uma estrutura absurda. E com tudo isso eles conseguem renovar a cada ano, a cada Olimpíada. É uma coisa que a gente espera melhorar com esses resultados", disse o atleta, que espera que a visibilidade que o bom desempenho pessoal traga ao esporte possa atrair mais investimentos não apenas no alto nível, mas principalmente na base.

"Muita gente para de nadar no meio do caminho porque não tinha estrutura... Quantas vezes eu já não vi moleque novo que tinha que atravessar a cidade e às vezes não tinha condições de chegar no clube e aí desiste do esporte", disse Thiago. "Depois que a gente consegue essa vitória, você consegue arrumar uma estrutura com mais facilidade do que quando você é menor. E pra ter grandes campeões, precisamos investir mesmo é na base".