Peçanha comemora classificação direta e fuga da "agonia" de Pequim 

Classificado para a semifinal dos 800 metros rasos, após chegar em 2º em sua bateria, o corredor Fabiano Peçanha comemorou o fato de não ter que passar por drama semelhante a Pequim, em 2008, quando passou de fase numa espécie de repescagem. Naquela oportunidade, ele correra a primeira bateria e tinha chegado em 4º lugar. Apenas os três primeiros passam diretamente.

"Em Pequim, passei pela agonia de entrar pelo tempo. Na primeira bateria tive que torcer para que os outros das outras sete não superassem meu resultado, mas hoje não, é classificação direta", afirmou.

Há quatro anos, Peçanha ficou em 16º lugar. Dessa vez, projeta melhorar seu desempenho, e destacou sonhar até mesmo com uma final.

O atleta liderou boa parte da prova na manhã, e perdeu a disputa apenas para Nigel Amos, de Botsawana. Ele explicou que procurou imprimir ritmo forte para não correr o risco de chegar em quarto e ter que esperar para entrar por tem um dos melhores tempos entre os que não se classificariam imediatamente. Peçanha ponderou ainda que evitou um ¿ritmo suicida¿ para ter uma boa chegada.

"Queria fazer um ritmo relativamente interessante, mas não tão suicida para poder ter uma boa chegada. Fiz um excelente 200 metros finais, e a tática acabou dando certo", comentou.

Para a semifinal de amanhã, o corredor observou que ainda vai esperar a definição das baterias para definir sua tática. Provavelmente, acrescentou, ele, aos 30 anos, será o atleta mais velho das semifinais. Peçanha admitiu que a idade é um obstáculo.

"Acredito que eu vá ser o atleta mais velho da semifinal amanhã. Mas não é por isso que vou vender fácil a classificação".