Depois da final olímpica, Geisa lembra de episódio de doping 

O objetivo de ficar entre as oito primeiras no arremesso de peso, revelado após a classificação para a final, foi cumprido. Aos 20 anos, Geisa Arcanjo terminou sua participação em Londres sem esquecer do passado. Ela lembrou do período em que ficou sem competir, depois de um resultado positivo de doping, que terminou apenas como uma advertência. Ao avaliar todo o caminho até à Olimpíada, destacou que o episódio do doping serviu como um degrau na carreira dela.

"Isso foi uma fase ruim, mas serviu como lição. Se hoje estou mais forte e mais madura, foi porque eu também passei por isso. Acabou virando um degrau para mim. Depois de todos esses anos compensa, você ver um estádio lotado, comemorando. Não tem preço", afirmou.

Geisa avaliou que seu desempenho foi dentro do esperado. Segundo ela, logo após o primeiro arremesso na final, caiu a ficha de que seria quase impossível conseguir um pódio. Nada que a fizesse desistir em nenhum momento.

Uma da lições que a atleta tira de Londres é que os melhores podem sucumbir numa competição como a Olimpíada, ao citar a medalha de prata obtida pela neozelandesa Valerie Adams, ouro em Pequim e tricampeã mundial. Ver as melhores do mundo de perto deu à atleta a certeza de todas são de carne e osso.

"Vi também que, assim como eu, elas se emocionam. Melhoram a marca e choram. A gente fica da TV olhando e pensa que tem alguma coisa diferente. Mas não, todo mundo é igual", comentou.

A atleta evita fazer projeções sobre 2016, mas assinala que se estiver na próxima Olimpíada, chegará com a vantagem de já ter estado numa final olímpica.

"Ainda tem mais quatro anos, é cedo. Participar de uma final e saber como é o clima é importante. Se eu chegar lá, para mim vai ser mais tranquilo".