Após tropeços e sufoco, seleção de vôlei diz: "é um novo campeonato" 

Estreia com uma vitória difícil contra a Turquia, duas derrotas seguidas, para Estados Unidos e Coreia do Sul, uma surpreendente partida de recuperação contra a China e, na última rodada, o primeiro triunfo com segurança, sobre a Sérvia, neste domingo (3 a 0). A primeira fase do torneio olímpico de vôlei feminino foi complicada para a Seleção Brasileira, que garantiu a classificação também graças à vitória dos EUA sobre a Turquia. Mas técnico e jogadoras querem esquecer tudo isso e começar "um novo campeonato" a partir das quartas de final contra a Rússia.

Depois da vitória contra a Sérvia, neste domingo, o técnico José Roberto Guimarães acredita que o time está mais confiante e preparado para os novos desafios. "Acho que o time está melhor, com um astral melhor e tirou um peso das costas com esse jogo", disse o treinador.

"Era difícil sair de uma situação como essa, principalmente depois de uma derrota que não era esperada contra a Coreia, em que jogamos muito mal. Depois uma vitória contra a China, mesmo assim perdemos a chance de fechar antes do tie-break. Depois fomos para este jogo (Sérvia), que era a nossa classificação, que era ganhar ou ganhar. Não tinha outro resultado. Fica uma coisa boa. Uma sensação boa. Apesar de termos a Rússia pela frente, acho que podemos enfrentar de igual para igual", ressaltou Zé Roberto.

As jogadoras da Seleção confirmam que a vitória sobre a Sérvia foi essencial para que o time recuperasse a confiança. Sheilla acredita que nos dois últimos jogos a equipe conseguiu reencontrar o bom voleibol.

"Acho que crescemos sim, mas não vou falar que crescemos dentro do que estávamos treinando. Crescemos dentro do que a gente estava jogando aqui. Vínhamos cometendo muitos erros, sem agressividade e nesse ponto a gente cresceu. Agora a gente tem que ser muito melhor em tudo. Melhorar saque, melhorar bloqueio, melhorar ataque, agressividade, alegria. Acho que tudo isso é importante", afirmou a jogadora.

"Agora é novo campeonato, agora é mata-mata, fase decisiva. Acho que o Brasil enfim chegou no campeonato nesses dois jogos, foram nossas duas melhores partidas, posso dizer isso. Agora é Rússia, é um clássico, já foi final de Mundial duas vezes e vai ser um jogaço".

A líbero Fabi compartilha da opinião da companheira de Seleção e crê que depois das últimas atuações o Brasil voltou a ser um time temido pelas adversárias, entre elas a Rússia, rival nas quartas de final.

"Eu acho que a gente saiu de uma situação muito difícil e complicadíssima. Certamente, estamos fortes, com o lombo forte de tanta pancada que a gente tomou nesses últimos dias. Mas eu não sei se elas (russas) gostariam de nos enfrentar nesses momentos. Ninguém gostaria de ter um clássico como este nas quartas. Vai ser um jogo complicado para os dois lados, acho que ninguém se pudesse escolher gostaria de enfrentar as brasileiras nas quartas de final", disse.

Com a confiança restaurada, Jaqueline diz que as brasileiras querem mostrar às outras seleções porque são as atuais campeãs olímpicas. "Brasil é Brasil, ninguém quer pegar o Brasil numas quartas de final da Olimpíada. Sabe que a gente dá trabalho e nós vamos continuar nosso trabalho, porque a batalha vai ser muito árdua", finalizou Jaqueline.