Após antidoping surpresa, Fabiana Murer adia treino em Londres 

A ideia era treinar no início da manhã para, depois, falar com a imprensa. Mas um teste antidoping mudou os planos de Fabiana Murer na manhã desta terça-feira. Ao chegar ao Crystal Palace, no subúrbio de Londres, a atleta do salto com vara teve de se submeter ao exame, o que adiou o seu primeiro treino e atrasou a entrevista aos jornalistas. Após se desculpar com todos, a atleta respondeu todas as perguntas com um ar sereno e descontraído. O sorriso se fez presente nos 30 minutos em que falou. Ao seu lado, o técnico e marido Elson Miranda.

Em um dia tipicamente londrino, com frio e tempo fechado, a atleta contou que trouxe nove varas e, assim, está preparada para qualquer que seja a condição climática. "Tenho vara para se estiver tempo chuvoso, vento contra, vento a favor", brincou. As varas foram do aeroporto direto para a Vila Olímpica. O técnico revelou que pediu para que a organização não manipulasse nenhuma delas sem a presença de alguém do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). 

Murer compete no próximo dia 4 e não pode entrar no Estádio Olímpico antes da competição. As surpresas que o local podem lhe reservar não preocupam. A saltadora se disse acostumada às diferenças que encontra de estádio para estádio. Outra surpresa que também só será desvendada no dia em que salta é a altura de qualificação. A atleta revelou que vai pensar nisso apenas dois dias antes de competir. Mas acredita que deva ser entre 4,60 m e 4,65 m. 

Esta é a segunda Olimpíada de Murer. Em Pequim, uma das varas desapareceu e ela terminou em 10° lugar. A atleta nega, porém, uma preocupação para se redimir com o passado. "Não tem nada de acertar as contas. Quero aproveitar, me divertir e buscar uma boa marca", garantiu. De quatro anos pra cá, ela diz que aprendeu muita coisa e que agora conhece todas as atletas que saltam com ela. Os treinos também mudaram. Antes saltava duas vezes na semana e agora faz saltos a cada cinco dias. A estratégia mostrou bons resultados. Agora são de oito a nova saltos por treino. 

Sobre a grande rival Yelena Isinbayeva, a brasileira afirmou que ela está com uma corrida muito boa, salto muito bom e a parte física perfeita. Mas que não há favoritismo já que a Olimpíada estará equilibrada e há seis ou sete atletas com chances de pódio. Segundo ela, a zona de medalha estará na marca dos 4,80 m.