Torcida inglesa critica silêncio de galeses durante hino britânico 

O torneio olímpico de futebol mal começou e a contestada seleção masculina da Grã-Bretanha já está envolvida em uma polêmica. Durante a execução do hino nacional britânico, God Save the Queen (Deus salve a Rainha), antes do empate por 1 a 1 com o Senegal, os jogadores nascidos no País de Gales que integram a equipe, incluindo o capitão Ryan Giggs, se recusaram a cantar junto. O fato gerou a ira dos torcedores que, no Twitter, chamaram o incidente de "constrangimento" e "desgraça".

O técnico da equipe, Stuart Pearce, por sua vez, disse ao jornal britânico Daily Mail que não vê problema no fato de Giggs e outros jogadores galeses, como Bellamy, Joe Allen e Neil Taylor, não terem cantado o hino.

O treinador disse que não há uma política para que se cante o God Save the Queen e que cantar ou não depende de cada jogador.

O ex-capitão da seleção do País de Gales, Robie Savage, agora comentarista da emissora de televisão britânica BBC, explicou que talvez os jogadores não se sintam à vontade para cantar, já que não estão acostumados, ou até mesmo porque não sabem a letra. Para ele a situação é normal, uma vez que não é o hino dos galeses.

Na quarta-feira, duas jogadoras escocesas que integram a seleção feminina de futebol da Grã-Bretanha, a atacante Kim Little e a zagueira Ifeoma Dieke, também não cantaram o God Save the Queen antes da vitória por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia.

Em contrapartida, três atletas não inglesas da seleção feminina de hóquei na grama, Laura Bartlett, Emily Maguire e Sarah Thomas, todas galesas, garantiram que cantarão o hino com orgulho.

Essa é mais uma polêmica envolvendo jogadores galeses. Antes dos Jogos, Gareth Bale pediu dispensa da seleção alegando estar com uma lesão nas costas, mas nesta semana jogou pelo seu clube, o Tottenham, que está em turnê de pré-temporada pelos Estados Unidos.