COI: Rio deve seguir Londres, com custo reduzido e simplicidade

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, aproveitou as horas que precedem a cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres para falar pela última vez com a imprensa antes da festa. O dirigente fez elogios a Londres e disse que a Olimpíada que será realizada no Rio de Janeiro, em 2016, deve seguir os mesmos moldes da britânica, com custo reduzido e simplicidade na organização.

Rogge ainda explicou que os Jogos Olímpicos não crescerão, o que significa manter um máximo de 28 esportes, 10.500 atletas e aproximadamente 300 eventos. O número de modalidades determinado pelo COI chegará a seu limite no Rio de Janeiro, com a inclusão do rúgbi e do golfe aos outros esportes já presentes. A ideia é diminuir os custos que envolvem receber a Olimpíada.

"Tomamos dezenas de medidas para reduzir custos e complexidades. Estamos muito cientes disso. Então eu não chamaria Londres de uma Olimpíada gigante", disse o presidente do COI. "Em termos de atletas, esportes e arenas, Londres não é maior do que os Jogos do passado, e nada aumentará no futuro", explicou.

De acordo com o site oficial do Comitê Organizador do Rio de Janeiro 2016, os custos de obras de instalações e infraestrutura são de R$ 23,2 bilhões e serão gerenciados pelos três níveis de governo. Já em relação aos números de Londres, o orçamento praticamente triplicou desde que a cidade foi escolhida para sediar os Jogos, em 2005. Porém, em meio à crise econômica internacional, os responsáveis pelas obras se adaptaram aos novos apertos no orçamento e entregaram todas as instalações nos prazos previstos e pelo valor equivalente a R$ 30 bilhões.

De acordo com Rogge, a metrópole brasileira precisa pensar no legado que a Olimpíada trará para a cidade, e que todas as obras sejam feitas de forma sustentável. O presidente do COI ainda explicou que a entidade mantém especialistas que monitoram como a herança dos Jogos foi aproveitada pelas sedes.

"A lição mais importante, acredito eu, é o fato de que o legado e a sustentabilidade sejam organizados no início da construção do comitê organizador. Essa filosofia é importante que seja empregada desde o começo", afirmou o dirigente.