Com pior ajuda de custo, bolivianos terão só R$ 30 por dia em Londres 

A Bolívia não tem esperança de conseguir uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, mas pelo menos um recorde o país garantiu nesta Olimpíada: o de pior ajuda de custo para os atletas que competirão na capital britânica. Cada um dos cinco esportistas vai receber apenas US$ 15 por dia (cerca de R$ 30).

A denúncia foi feita nesta quarta-feira pela tesoureira do Comitê Olímpico Boliviano, Silvia Crespo, que disse ainda que os seis dirigentes que acompanham os atletas se asseguraram de uma ajuda de custo muito maior. Ela deu como exemplo o presidente da entidade, Edgar Claure, que se hospedou com sua mulher em um hotel cinco estrelas em Londres.

"Nossos atletas foram a Londres com a ajuda de custo mais baixa, que não dá para comprar nada. Há uma má administração", disse a tesoureira.

Segundo a denúncia de Crespo, cada atleta receberá US$ 300 para todo o período da Olimpíada, enquanto os dirigentes vão receber entre US$ 1.500 e US$ 3.000.

"Consideramos que a ajuda de custo é boa porque os atletas têm tudo pago, alimentação 24 horas por dia e transporte", afirma Edgar Claure.

Os US$ 15 equivalem a pouco mais de nove libras esterlinas, moeda usada em Londres, sede dos Jogos. Um prato simples em um restaurante modesto custa cerca de 11 libras.

A delegação boliviana é composta por 16 pessoas: cinco atletas, quatro treinadores, seis dirigentes e um médico. Claudia Balderrama na marcha, Karen Tórrez e Andrew Rutherfurd na natação, Bruno Rojas no atletismo e Juan Carlos Pérez no tiro esportivo representam o país. Carlos Tórres, pai de Karen, disse que vai arcar com grande parte das despesas da filha.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) subsidia a Bolívia na Olimpíada por meio de um programa solidário. A verba, porém, é administrada pelo Comitê Boliviano.