Judocas pesados do Brasil encaram longa espera longe de Londres 

No dia 28 de julho, Felipe Kitadai e Sarah Menezes serão os primeiros judocas brasileiros a competir na Olimpíada de Londres. Os ligeiros decidem sua possibilidade de medalha já na data, um sábado, e após isso seguem na Vila Olímpica esperando por seus companheiros. Do outro lado estão os atletas de peso mais pesado, que aguardarão concentrados por seus momentos.

"Estou pensando em como vai ser essa vivência. Ver o pessoal medalhando, triste ou feliz. Vai ser complicado. Vou ficar um pouco ansioso por ser o último. Mas vai ser tranquilo", explicou Rafael Silva, o "Baby", que junto com Maria Suellen Altheman entrará no tatame somente no dia 3 de agosto, quase uma semana após Kitadai e Sarah.

"Eu já estou com muita vontade de competir. Aí você vê todo mundo competir e você fica por último. Mas é uma ansiedade que dá para controlar. E tem o lado bom, já que você consegue ver todas as categorias", disse Maria Suellen.

O judô brasileiro está em Sheffield, cidade no norte da Inglaterra onde ocorrem os treinamentos e a concentração da Seleção. Os atletas só se mudarão para a Vila Olímpica dois dias antes da data marcada para competir. Ciente de que acompanhará de longe alguns de seus colegas, Baby aprova o distanciamento do clima olímpico de Londres.

"Sou um cara que gosta de isolar um pouco dessa muvuca, desse tumulto. Lá iria estar muito conturbado, com muitos atletas e muitos esportes. Acho que prefiro esse isolamento mesmo. Dois dias antes vou para lá e vai ser mais tranquilo", considerou.

"A melhor coisa é se focar para fazer o melhor resultado dentro do tatame. O que estiver fora vou ter outras oportunidades. Vou poder vir como turista depois quando estiver mais velho. As chances de competir são poucas, então tem que aproveitar muito e tentar me focar ao máximo", completou Rafael Silva.

Já Maria Suellen comemorou o fato de que seus companheiros de Seleção seguirão em Londres após competir, o que garantirá para si uma torcida ainda mais próxima nas cadeiras da Arena ExCel, casa do judô nos Jogos Olímpicos.

"Antes o pessoal lutava e ia embora. Vai ficar todo mundo em peso torcendo. Para nós que lutamos por último é ruim que os outros competem e vão embora. Não tem aquela mesma energia", destacou a brasileira.