Chefe da equipe de natação diz que atletas nunca estiveram tão bem

A equipe mais bem preparada, mais bem ajustada, mais forte. Foi assim que o chefe de equipe da natação brasileira, Ricardo de Moura, se referiu aos 20 atletas que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos Londres 2012, a partir deste sábado, 28 de julho. Embora prefira não fazer previsões, Ricardo citou três nomes com grandes chances de chegar ao pódio: o campeão olímpico e mundial César Cielo, o campeão mundial Felipe França e o campeão pan-americano Thiago Pereira.

“Teoricamente é a melhor seleção brasileira de todos os tempos. Mas eu gosto da prática. Você faz uma análise e vê que o Brasil tem vários atletas entre os dez melhores do mundo. Mas a geração nova vai acontecer, e com ela virão várias surpresas. Temos expectativas. Bruno Fratus é uma delas”, disse Ricardo em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 23 de julho, no Crystal Palace, ao lado dos médicos Gustavo Magliocca e Marcus Bernhoeft e do especialista em biomecânica Paulo César Marinho.

Segundo Marcus, houve um grande processo de crescimento dos atletas. “Hoje, o biótipo dos nossos nadadores é de nível internacional, especialmente no masculino”, afirmou, referindo-se à altura, envergadura e massa muscular. “Isso é fruto de um trabalho de investigação que estamos realizando desde 2008. O atleta ganhou a prova, mas teve a pior saída entre os finalistas. Por quê? Vamos descobrir e corrigir”, completou o médico.

Detalhes fundamentais em provas que são decididas em centésimos de segundos. “O atleta nunca vai deixar de ter o mérito da medalha. Mas, para chegar até lá, hoje ele precisa de uma equipe multidisciplinar cada vez maior, de um investimento muito grande nele”, explicou Ricardo de Moura, admitindo até sonhar com um recorde de César Cielo nos 50m livre: “César se preparou para isso, tem a postura de um campeão olímpico e o desafio é fonte de vida para ele. Mas os Jogos têm um foco maior na conquista do pódio do que do recorde”.