COB chega ao Crystal Palace, elogia instalações e dispensa vistoria

Os primeiros dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro chegaram nesta terça-feira ao Crystal Palace National Sports Centre, local onde ficarão concentrados os atletas do Brasil durante a Olimpíada de Londres. Liderado por Edgar Hubner, coordenador-geral do COB, e Bernard Rajzman, chefe de missão do Brasil, o grupo chegou ao parque por volta das 18h50 (horário local, 14h50 de Brasília).

No entanto, o grupo não fará a vistoria que estava prevista para o Crystal Palace. Com uma reunião agendada no local às 20h (local) e a DRM (credenciamento oficial da delegação) para as 9h do dia seguinte, o time não irá fazer uma última análise das instalações. Para Bernard, que fez duas visitas às dependências do parque, o centro corresponde às expectativas previstas pelo COB para a preparação.

"Crystal Palace é um centro olímpico antigo, mas muito moderno. Mais da metade da aclimatação dos atletas vai acontecer aqui", disse, em entrevista ao Terra, elogiando o local na chegada. "Foi um achado para nós. Vários países de primeiro mundo tentaram, mas não conseguiram ficar aqui. Chegamos primeiro", comemorou.

Entre as dependências que serão exclusivas do Brasil no Crystal Palace National Sports Centre, destacam-se as quadras de vôlei de praia, as piscinas e quadras internas e o estádio de atletismo - que será usado neste final de semana pela Federação Internacional de Associações de Atletismo (IAAF) em etapa da Liga Diamante, e que depois será unicamente do COB até meados de agosto.

Feliz com as instalações, Bernard destacou também o cenário arborizado e tranquilo para os atletas, que estão muito próximos da aparelhagem dedicada a eles. "A gente está fornecido da melhor forma, fora o ambiente. A gente está em um ambiente maravilhoso", analisou.

Em conversa antes da reunião com os demais integrantes do COB, Bernard elogiou ainda a evolução da preparação dos atletas, bem diferentes dos tempos em que ele mesmo defendeu a Seleção Brasileira masculina de vôlei em três Olimpíadas (Montreal 1976, Moscou 1980 e Los Angeles 1984).

"A gente não tinha absolutamente nada. O Brasil começou a pensar como liderança", afirmou, admitindo o País ainda "aquém de países de primeiro mundo" e vendo condições positivas no local para bons resultados. "Não digo que é mais fácil, mas é menos difícil. Ficar a três, quatro minutos do local de treinamento realmente é um luxo", acrescentou.