Alison e Emanuel apostam em união de experiência e juventude em Londres

Uma das principais esperanças de medalha de ouro para o Brasil em Londres, a dupla Alison e Emanuel, do vôlei de praia, aposta na união de experiência e juventude para a conquista de uma medalha em Londres. A dupla iniciou a parceria na temporada 2010 visando justamente os Jogos Olímpicos de 2012 e agora está prestes a cumprir o objetivo proposto.

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Mesmo buscando um trabalho a longo prazo, na temporada seguinte os dois já venceram o Campeonato Mundial, o Circuito Banco do Brasil e os Jogos Pan-Americanos. Aos 39 anos, Emanuel, ouro em Atenas 2004, vai para sua quinta Olimpíada, um recorde entre os atletas masculinos. Alison, 26 anos, vai participar pela primeira vez dos Jogos.

A dupla conquistou a vaga em Londres através do Circuito Mundial, em que liderou com 8.360 pontos, enquanto a outra dupla brasileira, Ricardo e Pedro Cunha, ocupou o sexto lugar, com pontuação de 5.480.

Terra conversou com Alison e Emanuel, que contaram como foi a preparação olímpica, os pontos fortes da dupla e quais as expectativas para os Jogos. Confira:

Terra: Vocês iniciaram a parceria na temporada 2010 e logo na seguinte já conquistaram vários títulos. Participar dos Jogos Olímpicos é o auge para a dupla? 

Alison: Sem dúvida nenhuma. Nossa dupla se uniu visando Londres. É a nossa terceira temporada juntos. Depois que ele (Emanuel) encerrou a antiga parceria (com Ricardo) e veio para o Rio, queria jogar com algum menino mais novo e então começamos. Nosso objetivo era formar uma dupla campeã e jogar a Olimpíada. Estamos pertos disso, confirmados, felizes, contentes com isso. Emanuel: Nosso grande objetivo nesses três anos era chegar aos Jogos. Fizemos um planejamento a longo prazo, ficamos em segundo em um mundial, mas a grande perseverança foi melhorar 2010 e 2011 para chegar bem aos Jogos.

Terra: Emanuel, você participou de todas as edições em que o Vôlei de Praia fez parte do programa. Você acha que essa experiência pesa na hora da decisão ou a idade já atrapalha?

Emanuel: Em termos de Olimpíada eu estou muito confiante e tranquilo. Com a experiência a gente tenta diminuir as dificuldades. Eu fiz um planejamento muito bem feito para chegar lá e simplesmente jogar vôlei. É sempre difícil, mas estou tranquilo para Londres.

Terra: Recentemente você, Emanuel, disse: "nunca tivemos condições tão boas para nos preparar como agora para Londres". O que foi tão melhor nesse ciclo olímpico que nos demais? 

Emanuel: Desta vez foi criada uma Seleção Brasileira de Vôlei de Praia, que antes não existia. O que acontecia nas antes era que só no último ano a gente tinha apoio, e era só para duas duplas. Agora teve apoio para quatro duplas, treinamentos melhores, auxílio também com hotel nas viagens, o que dá mais tranquilidade para todos.

Terra: Experiência de um e a juventude de outro é o ponto forte da dupla? 

Alison: Temos vários pontos fortes. Essa experiência dele com a minha juventude, a minha vontade de aprender todos os dias e a vontade dele também. O Emanuel é um cara campeão, então isso aí é a grande força do nosso time. Emanuel: Eu acho que é o grande mecanismo que a gente aprendeu. Jogar bem e tentar absorver um pouco das qualidades do outro. Eu pude aproveitar essa garra do Alison e passar pra ele a minha tranquilidade, o jeito diferente de ver cada jogo. Essa troca de experiências foi muito positiva.

Terra: Alison, você participou do último Pan, em Guadalajara, mas vai para a primeira Olimpíada. Está com frio na barriga? 

Alison: Se eu falar que não estou ansioso, com frio na barriga, vou estar mentindo. Qualquer um que diga isso vai estar mentindo ou vai para Londres a passeio. Eu estou com muita vontade de estar lá representando os brasileiros. O meu friozinho existe, mas está totalmente controlado, já que fizemos trabalho com psicólogo. A ansiedade existe, mas a vontade de representar o Brasil é maior.

Terra: O sorteio dos grupos do torneio olímpico de Vôlei de Praia acontecerá no dia 19 de julho. Vocês preferem evitar alguma dupla específica? 

Alison: Na verdade não tem que escolher muito. É uma competição que temos que estar prontos para quem vier. Então não dá pra escolher, até porque Olimpíada sempre tem grande surpresas. Emanuel: Eu tenho uma visão simples da Olimpíada: são sete jogos até a final. Cada partida você tem que dar o seu máximo e eu quero jogar cada jogo como se fosse uma final.

Terra: Qual a próxima etapa de preparação para os Jogos de Londres? 

Alison: Ainda temos três Grand Slams até Londres. Vamos para a Suíça, depois Alemanha e Áustria. E vamos com tudo. Esse ano priorizamos a parte física, os treinamentos, para a Olimpíada de Londres. Por consequência, a liderança do circuito mundial está nas nossas mãos.