Bem antes do tetracampeonato mundial, em 1994 nos Estados Unidos, Romário, Taffarel e Bebeto já eram figuras vitais da Seleção Brasileira. Mais precisamente em 1988, nos Jogos Olímpicos de Seul. Hoje deputado federal, Romário lembra daquela equipe que chegou à final com grande campanha e perdeu o ouro para a União Soviética. Ele recorda a experiência em entrevista exclusiva ao Terra.
"Tive essa oportunidade em 88, em Seul (Coreia do Sul). É uma coisa que marca. Infelizmente, tivemos a oportunidade de trazer a medalha e pela segunda vez saímos com a medalha de prata (em 84, a França bateu o Brasil na final)", declarou Romário. A experiência olímpica, ele afirma, é algo especial para qualquer esportista.
"Viver na Vila Olímpica é uma experiência bastante positiva para qualquer atleta que disputa uma Olimpíada. Uma das coisas que fazem a história de um jogador, de um atleta, é a oportunidade de jogar em uma Olimpíada", crê Romário. Ele tinha 22 anos, já jogava no PSV Eindhoven, da Holanda, e fez impressionantes seis gols em sete jogos da competição.
O time brasileiro de Seul tinha o comando de Carlos Alberto Silva e ainda nomes importantes como os zagueiros Aloísio e André Cruz, que fariam grande carreira na Europa, o lateral Luís Carlos Winck, do Inter, e o badalado meia Geovani, do Vasco. Empilhou vitórias sobre Nigéria, Austrália, Iugoslávia e Argentina. Chegou à final após bater a Alemanha, nos pênaltis, dia em que brilhou...Taffarel! Pegou três cobranças na partida.
A derrota que faz Romário lamentar veio de virada após ele próprio abrir o placar diante da União Soviética. Em 2012, acredita o agora ácido deputado federal, o destino poderá ser diferente. "Eles que estiverem em Londres, em julho, que aproveitem bastante e que o futebol faça o máximo possível para trazer essa medalha para o Brasil, que é inédita", definiu com entusiasmo sobre os membros do time.
"Temos uma equipe que tem grande qualidade técnica. Temos Neymar, que é hoje um dos melhores jogadores do mundo e seguramente do Brasil. Temos Ganso, Lucas, Damião. Nossos jogadores, principalmente os que têm menos de 23 anos, são tecnicamente muito diferenciados", elogia.
O deputado tem até preferência para as três vagas de nomes mais experientes: "Daniel Alves, Thiago Silva e David Luiz", enumerou. "Pelo pouco que conheço das outras seleções, eles têm totais condições de chegar a Londres e ganhar o ouro".