Comércio de Copacabana fecha mais cedo e lamenta prejuízo com JMJ

Comerciantes reclamam que as pessoas não tinham como chegar ao bairro devido aos bloqueios

Enquanto restaurantes e supermercados lucram com a Jornada Mundial da Juventude em Copacabana, no Rio de Janeiro, outros setores do comércio do bairro lamentam as perdas. Com a transferência da programação de Guaratiba para a praia, os lojistas reclamam que tiveram um feriadão prolongado demais - quinta e sexta-feira as lojas já não funcionaram devido ao evento com o Papa.

"Realmente é um transtorno muito grande. Já tínhamos sofrido prejuízo com o fechamento do comércio nos outros dias e esperava dar uma recuperada neste sábado. Mas, com a continuação da JMJ por aqui, não devia nem ter aberto a loja neste sábado. Não vendi nada", disse Antônio Pacheco, gerente de uma loja de móveis que por volta das 14h já tinha fechado as portas.

Os comerciantes reclamam que não havia como os clientes acessarem Copacabana com tranquilidade desde cedo, mesmo que os bloqueios ao trânsito tenham começado apenas ao meio-dia.

"Ninguém vai ser louco de decidir fazer compras em meio à multidão, né? Eles são jovens de bem, mas infelizmente a aglomeração acabou sendo ruim para os negócios nesta semana", disse o dono de outra loja, Vicente Tedesco. Ele não soube calcular quanto perdeu durante a JMJ. "A gente espera que os clientes voltem em peso na semana que vem."

Lavanderias, livrarias e imobiliárias foram outros setores do comércio afetados pela Jornada Mundial da Juventude em Copacabana. "Sábado é um dia que temos muitas visitas agendadas, trabalhamos até mais tarde, mas tivemos que cancelar as que já estavam marcadas. Mesmo que um comprador ou locatário goste de um apartamento, vai pensar duas vezes antes de fechar negócio se ouvir o barulho e ver o transtorno que esses eventos em Copacabana acabam causando para os moradores. É melhor deixar para olhar num dia normal", explicou uma corretora de imóveis que preferiu não se identificar.

A organização da JMJ espera cerca de 1,5 milhão de peregrinos durante a vigília deste sábado. Eles se espalham por todo o bairro e a região da praia próxima do palco, que fica na altura do Leme, já estava completamente tomada às 15h. Voluntários postados no entorno da estação Cardeal Arcoverde do metrô orientavam os peregrinos a caminharem em direção a Ipanema em busca de locais onde houvesse espaço para permanecer.