Paes nega 'jogo de empurra' com Igreja por problemas na Jornada

Um dia após a revirada da programação que cancelou a reta final da Jornada Mundial da Juventude e ainda em meio aos esforços para a condução do evento, a prefeitura do Rio de Janeiro negou que haja "jogo de empurra" entre o poder público e a Igreja sobre as responsabilidades. Falando a jornalistas na manhã desta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes garantiu que dinheiro público algum foi gasto no Campus Fidei e reafirmou a honra do Rio de Janeiro em sediar o evento cristão.

"Não tem jogo de empurra. O COL (Comitê de Organização Local) pediu pra fazer numa área pobre da cidade e nós apoiamos. A decisão foi do COL, apoiada pela prefeitura", resumiu Paes, que se negou a falar em números do prejuízo pelo abandono de Guaratiba. "Não houve um tostão da prefeitura no Campus Fidei em Guaratiba. Tudo é do COL e da Igreja. Não há qualquer intervenção ali feita que tenha saído dos cofres públicos. O que poder público fez, e tem muito orgulho de ter feito, é apoiar este importante encontro, e apoiar com suas falhas", resumiu.

Com a alteração do programa, a peregrinação e a vigília que seriam realizadas em Guaratiba foram realocadas para a praia de Copacabana. Falando ao lado de Paes, o padre Renato Martins admitiu que as condições da praia não serão as mesmas preparadas inicialmente, mas tratou de manter o convite para que os peregrinos fiquem na praia durante a noite de sábado para domingo.

"Em Copacabana não temos condições de trazer todo esquema montado em Guaratiba. Achávamos que era possível fazer, mas infelizmente a quantidade de chuva dessa semana impossibilitou (manter o programa em Guaratiba)", admitiu Martins. "Vamos incentivar, sim, os jovens a ficar em Copacabana", garantiu.