Cerveja encalha em bares tradicionais de Copacabana durante a JMJ

Copacabana tem a diversidade como uma de suas características. Uma delas é a boemia do bairro. Tomada de bares e botecos, o cenário da região, num dia de feriado no Rio de Janeiro, é recheado de gente bebendo nesses estabelecimentos. Mas em tempos de Jornada Mundial da Juventude (JMJ), com as ruas tomadas pelos peregrinos, os bares de Copacabana ganharam outra configuração.

O que menos se vê são garrafas de cerveja em cima das mesas. Os jovens que participam do evento e que superlotam o comércio optam, na grande maioria, em comprar bebidas não alcoólicas. Os estoques de cerveja dos bares, nos últimos dias, estão bem cheios, conforme descrição de comerciantes da região.

"Aqui tem sido cerveja zero nos últimos dias. Nunca vendi tanto refrigerante aqui. O pessoal da Jornada consome o dia todo", afirmou Jair Menezes, funcionário do Botequim Chega Mais.

Alguns metros à frente, o cenário é semelhante no Botequim Itanhangá. As mesas lotadas de jovens peregrinos em busca de refeições compõem o ambiente, normalmente tomado de pessoas que buscam beber aquela famosa cervejinha do fim de semana. "A essa hora, num dia de feriado, só estaria saindo cerveja. Mas hoje, está bem diferente. Essa galera aí é bem calma", observava o gerente Eduardo Castro.

Em lanchonetes e restaurantes, o movimento é intenso o dia todo. Na Copa Lima Lanches, a fila chegava a aproximadamente 20 metros, formada basicamente por peregrinos querendo saciar a fome. "É assim o dia todo. O ritmo de trabalho aqui tem sido intenso. É garantia de bom faturamento, né?", comemorava o vendedor Arílson Marques.

Quem não parece muito satisfeito com a invasão de Copacabana pelos jovens peregrinos são os moradores do bairro. O advogado Joélson Miranda, que almoçava no restaurante Bom Sabor, contava que demorou alguns minutos para conseguir uma mesa. "Está difícil para entrar e sair do bairro. E se você precisa de algo aqui, encontra tudo cheio. É um transtorno", ressaltou.