Diretor corre contra o tempo para adaptar shows da JMJ a Copacabana

O diretor da programação de shows da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) inicialmente previstos para o Campus Fidei (Campo de Fé), em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, Edson Erdmann, trabalha na adaptação da estrutura à praia de Copacabana, na Zona Sul. A mudança do local da vigília, no sábado, e da missa, no domingo, ocorreu porque, em função da da chuva, o terreno no Campus Fidei ficou encharcado, impedindo a realização do evento.

"Estamos começando a nos reestruturar. Vai haver uma adaptação na parte artística, embora as atrações sejam as mesmas. Tenho todos os shows do Futuro (apresentações de artistas que vão se revezar no palco em shows temáticos) que quero manter lá. Tenho que ver como vou levar os totens gigantes que transmitirão os depoimentos de jovens sobre o futuro", disse.

O diretor disse que ficou triste com a mudança do local, depois de um trabalho que durou um ano e meio, com muita gente envolvida. "Tem muita gente triste e chorando porque se dedicou, deixou família de lado, as pessoas estão muito tristes por terem montado uma estrutura gigante para poder receber até 3 milhões de pessoas. É uma comoção, mas o que vale é a gente fazer um bom e inesquecível momento, acima dessa tristeza que é momentânea", disse.

Outra preocupação do diretor é com relação à estrutura do palco para a missa. "A missa vai para lá também. Tenho que ver como adapto porque temos 230 pessoas no coral e na orquestra. Ia ter ainda 700 bispos e 6 mil padres em frente ao Papa. Tenho que readaptar, mas isso é o de menos. Isso vai acontecer e nós vamos conseguir fazer um show lindo e um momento maravilhoso. Acho que, neste momento, é apenas uma questão de transferir a estrutura, o que se tem artisticamente, para lá. A estrutura de Copacabana vai se comparar com a de Guaratiba e tudo vai acontecer", destacou.

Erdmann acredita que o flash mob que já prometia ter um número recorde de participantes pode ser reforçado porque o acesso das pessoas à Copacabana será mais fácil.

No momento em que concedia a entrevista, o diretor estava saindo de Guaratiba para fazer uma visita técnica a Copacabana. "Teoricamente, vai continuar isso tudo. Não tem por que não continuar. É uma questão de adaptação técnica para fazer a mesma coisa. Os shows do Futuro vão de Guaratiba para Copacabana. O que pode mudar é alguma coisa técnica. Por exemplo, eu tinha um número de shows para fazer na dispersão das pessoas, tenho que ver como será agora e qual será a previsão de tempo para essa nova dispersão", destacou.