PF: planejada 'às pressas', visita do papa a Aparecida foi um sucesso

A Polícia Federal fez um balanço sobre a segurança da visita do papa Francisco à cidade de Aparecida (SP) e afirmou não ter registrado ocorrências graves. Segundo o delegado Guilherme de Castro Almeida, apesar da visita repentina do Pontífice e do planejamento ter sido feito às pressas, o evento foi um sucesso no quesito segurança.

"Não havia programação para Aparecida. Em virtude da eleição do papa Francisco e por ele ser devoto de Nossa Senhora Aparecida, ele decidiu incluir uma visita ao roteiro. Isso aconteceu em meados de maio, então todas as instituições de segurança e defesa tiveram que realizar um planejamento às pressas", afirmou o delegado Almeida.

Mesmo com pouco menos de dois meses para planejar o esquema de segurança, o delegado da PF faz uma avaliação positiva da terceira visita de um papa ao Brasil. Antes de Francisco, João Paulo II e Bento XVI já haviam visitado a cidade, localizada no interior de São Paulo.

"De uma maneira integrada, conjunta, conseguimos dar conta do recado, e com relação especificamente à visita a Aparecida, a avaliação é muito positiva porque tudo saiu como planejado e foi garantida a segurança, tanto do Papa quanto da população", disse.

Em relação ao temor de manifestações nos arredores do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, Guilherme afirmou que nada foi registrado. "Nenhum problema relacionado à manifestações foi reportado ao centro de comando, salvo casos pontuais como pessoas que passam mal, casos de hipotermia por causa do frio, mas isso são casos relacionados a qualquer grande evento", afirmou.

Jornalistas são furtados na sala de imprensa

Logo após o final da missa e a bênção do papa Francisco do lado de fora da Basílica, um fotógrafo e dois jornalistas foram furtados dentro da sala de imprensa do Santuário Nacional. Uma câmera, uma lente fotográfica, um laptop e um tablet foram levados do local sem que os profissionais percebessem.

Ao perceber que sua câmera havia sumido, o fotógrafo Mário Ângelo, da agência Sigma Press, pediu para que ninguém deixasse a sala de imprensa. Após alguns minutos, os outros dois profissionais também perceberam o furto e acionaram a Polícia Militar.

Os policiais entraram na sala de imprensa e todos que estavam no local passaram por uma revista. Porém, os equipamentos não foram encontrados e ninguém foi detido.