Rio: peregrinos formam fila quilométrica para retirada de kits da JMJ

A poucas horas da missa que o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, regerá na praia de Copacabana, e que abre oficialmente a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013, peregrinos enfrentam frio, chuva fina e uma fila quilométrica para a retirada dos kits (que incluem mochila, vale alimentação e transporte, entre outros itens) do megaevento católico, no principal ponto de coleta, no Sambódromo, no centro. O outro local fica em Santa Cruz, na zona oeste.

A espera para retirar os kits chega a até quatro horas, e a fila percorre toda a rua Benedito Hipólito, faz um pequeno desvio na rua Carmo Neto, tumultuando a entrada das vans na secretaria municipal de Assistência Social, que funciona na via, e segue pela rua São Martino, até a rua Presidente Barroso. O trânsito é bastante confuso no local.

Apenas três agentes de trânsito da prefeitura, além de quatro homens da Guarda Municipal, tenta organizar a situação - este, ao menos, foi o efetivo observado pelo Terra, que chegou às 10h ao Sambódromo. "Todo mundo quer ser atendido ao mesmo tempo, está complicado trabalhar hoje, estamos tentando fazer um filtro para que apenas os líderes de cada grupo entrem para retirar os kits de todos", explicou o voluntário Ademir Greggio.

A todo momento, na entrada do Sambódromo, voluntários explicam em inglês, espanhol e português o procedimento a ser seguido, mas nem todos compreendem e a fila se acumula e invade em alguns momentos a rua Benedito Hipólito. "Se tivesse informação não estaria essa confusão toda. Fui informado que o local funcionaria 24 horas, mas abre às 10h, e fecha às 18h", reclamou Luís Fernando Carvalho, líder de um grupo de 25 peregrinos que veio de Florianópolis. "Estou esperando há quatro horas", completou.

Mais complicada ainda estava a situação de um grupo de católicas que veio da Croácia. Recém-chegadas ao Rio de Janeiro, Suncica Biskut, Maja Kvaternik e Jasna Kvaternik reclamavam de cansaço, após virem de São Paulo de ônibus, se perdido sem informações na rodoviária e terem dormido poucas horas. "Não é justo que a gente tenha que retirar os kits somente em um lugar, a quantidade de gente é muito grande", argumentou Maja.

Por mais que a espera seja longa e as informações, desencontradas, o clima é de alegria entre os peregrinos, sempre em grupos numerosos, e cantando a todo tempo canções católicas. Caso das Mensageiras do Divino, de Aparecida do Norte, no interior de São Paulo. Na véspera da visita do Pontífice à cidade natal das peregrinas, elas formaram uma espécie de coral para espantar o frio e as longas horas de espera.

"Aqui a gente pode ver mais o Papa. Estamos manifestando todo a nossa alegria e o amor por Jesus Cristo", disse Fabiana Esteves, no grupo que estava mais para o final da fila. Pior mesmo era a situação das peregrinas Amanda da Silva, Ana Luiza Azevedo e Clarissa Azevedo. Elas vieram de Volta Redonda e estavam, às 11h30, exatamente no final da fila. "Acho que vamos esperar umas cinco horas aqui", disse Amanda, resignada.