Peregrinos lembram os sacrifícios enfrentados para participar da JMJ 

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 teve seu início oficial nesta terça-feira (23) e alguns dos peregrinos que lotaram a praia da Copacabana para a primeira missa do evento, celebrada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, comemoraram a abertura da JMJ com um gostinho especial.

Após passarem por alguns esforços para ter a oportunidade de viver o momento, esses peregrinos tem a certeza de que todas as dificuldades valeram a pena. É dessa forma que pensam as jovens amigas Camila Landim, de 21 anos, e Renata Rodrigues, de 22, que vieram do distrito de Jaraguá, na capital paulista. No caso de Camila, foi necessário negociar  a liberação do estágio com a chefe.

“Tinha apenas uma semana estagiando e precisava negociar para estar aqui, pois já estava inscrita na JMJ e já havia juntado todo o dinheiro necessário. Preocupada com a situação, antes de falar com ela preparei um discurso de 40 minutos. Graças a Deus, em cinco minutos de conversa, ela disse: `Só me manda um e-mail dizendo quantos dias vai ficar fora, e vai’”, lembra a agora aliviada Camila, que é estudante de contabilidade e, pelo pouco tempo de estágio, não sabe dizer se a boa vontade da chefe ocorreu por ela também ser católica.

Já Renata afirma que a maior dificuldade para participar da JMJ Rio2013 foi financeira: “Todo esforço para economizar dinheiro para viver a JMJ valerá a pena. Este é um momento de transformação do espírito, de missão apostólica”.

Ao chegarem ao colégio Coluni, em Niterói, onde ficarão hospedadas durante o encontro da juventude católica, Camila e Renata, se depararam com um alojamento lotado. ``São 1000 mulheres para seis banheiros e dormem 25 em cada sala de aula``, afirma Renata, que ressalta que dormir no chão, em um saco de dormir, não é nenhum problema se tratando de uma JMJ.

Para acompanhar bem de perto a missa de abertura da JMJ Rio2013 celebrada por Dom Orani Tempesta, as amigas chilenas Angela Palma, de 19 anos, e Andrea Arratia, 18 anos, chegaram ao palco montado na praia de Copacabana às 10h da manhã, ou seja, mais de 9h antes do início da missa, marcada para as 19h30. A espera foi vantajosa, já que ficaram coladas na grade que divide os fiéis do palco: “Para aguentar ficar de pé, foi necessário tomar muita água, mas isso tudo é incrível, não esperávamos tantas pessoas. O amor de Deus está aqui neste momento”, afirmou Andrea.

Mesmo com toda a felicidade de participar da JMJ deste ano, as amigas passaram por um imprevisto na chegada ao Rio. Cansadas, após quase 10h de viagem que contou com escala em São Paulo, elas chegaram a um colégio no bairro de Santa Cruz, Zona Norte da cidade, onde ficariam hospedadas. No entanto, ele estava completamente lotado de peregrinos. As chilenas chegaram à cidade na quarta-feira (18) e não souberam dizer o nome da escola.

“Havia mais de 300 pessoas para ficar em um lugar que não cabia tanta gente. Nosso grupo negociou e agora estamos hospedados em Santa Teresa, no Pensionato Maria Imaculada. Todo o sacrifício, cansaço da viagem e o imprevisto estão agora valendo muito a pena, pois é tudo muito belo”, disse Angela.

As amigas fazem parte de um grupo de 30 chilenos da Congregação Santa Marta, na cidade de Calco. Uma das freiras da congregação, que acompanha os jovens, Manuela Valenguela Ronoso, afirma que “todas as dificuldades valem a pena para esta Jornada Mundial da Juventude”.

*Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil