Papa Francisco é recepcionado por Dilma Rousseff na Base Aérea do Galeão

O papa Francisco foi recepcionado pela presidente Dilma Rousseff na sua chegada à Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Autoridades federais, estaduais e municipais, além de religiosos, como o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, participaram da cerimônia de boas vindas ao pontífice. Um coral formado por crianças cantou em homenagem a Francisco. 

O papa chegou à Base Aérea do Galeão por volta das 15h45, 15 minutos mais cedo do que o previsto pela organização da Jornada Mundial da Juventude. Ele embarcou em Roma às 4h, carregando a própria bagagem na mão. 

Da Base Aérea, o pontífice seguirá de carro fechado até a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, no Centro da cidade. Em seguida,  Francisco vai sair da Catedral Metropolitana, em carro aberto, pela Avenida Chile, passando pela Avenida Rio Branco, Rua Araújo Porto Alegre, Av. Graça Aranha, Avenida Nilo Peçanha e Avenida Rio Branco, onde segue até o Theatro Municipal. 

Depois disso, o papa vai para o Terceiro Comando Aéreo Regional, onde vai pegar um helicóptero em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado. Às 17h, está prevista a cerimônia do pontífice com a presidente Dilma Rousseff e o governador Sergio Cabral.

O secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, informou que o público não terá acesso às proximidades do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, nesta segunda-feira.

Em conversa com jornalistas, a bordo do avião que o trouxe ao Brasil, o papa Francisco disse que está muito preocupado com a geração de jovens sem trabalho. O pontífice alertou que a crise mundial está provocando muitos danos à juventude. "Corre-se o risco de haver uma geração que nunca teve trabalho", lamentou.

"A crise mundial não gerou boas coisas para os jovens. Na semana passada, examinei a porcentagem de jovens sem trabalho. Corremos o risco de ter uma geração que jamais teve um trabalho", disse Francisco.

"Esta primeira viagem é para encontrar os jovens, a quem quero encontrar não isolados, mas em meio ao tecido social. Em sociedade, pois quando isolamos os jovens, fazemos uma injustiça, pois lhe retiramos o sentido de pertencimento", acrescentou.

O papa também também condenou a 'cultura de rejeição aos idosos', que geralmente impera no mundo e disse que a sociedade precisa da "sabedoria" dos mais velhos.