"Minha regência foi com emoção", diz responsável por coral que recebeu o papa

O coral da paróquia da Ressureição, da favela Pavão-Pavãozinho, foi um dos três que se apresentaram para o papa Francisco, assim que o patriarca da Igreja Católica desembarcou na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. À frente dele, comandando mais de 100 jovens, estava a regente Cristiane Weinert, que classificou a apresentação na tarde desta segunda-feira como a mais importante da vida dela. Ela, no entanto, disse que pouco se lembra de como foi a regência diante do chefe do Pontífice, diante da emoção que contou ter sentido naquele momento. "Nem sei direito como regi hoje. Minha regência foi pura emoção", afirmou.

Cristiane lembrou ter sido informada há um mês e meio que o coral iria se apresentar para o Papa. Desde então, os ensaios do grupo, que aconteciam uma vez por semana, passaram a acontecer três vezes a cada sete dias. Entre as canções interpretadas para o papa Francisco, estavam o hino oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Cidade Maravilhosa, e cânticos católicos.

Ao lado dela, a estudante Amanda Morais, 12 anos, contava que, apesar de ter chorado bastante em frente ao Papa, não deixou de cantar em nenhum momento. Ela entrou no coral há pouco mais de um mês, impulsionada pelo desejo de estar próximo a Jorge Bergoglio. "Chorei, mas continuei cantando. O Papa era tudo o que eu esperava", observou.

Para a jovem, que disse ter dormido pouco na noite passada pela ansiedade do encontro, o Papa aparentou ser uma pessoa humilde, exatamente como ela imaginava. "Ele acenou para todos nós, olhou para a gente. Foi muito especial", ressaltou.