A dois dias da JMJ, jornalistas têm dificuldade para retirar credenciais

Os jornalistas credenciados para cobertura da Jornada Mundial da Juventude, que ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro, enfrentam bastante dificuldade na retirada das credenciais de cobertura do megaevento católico. A um dia da chegada do papa Francisco à capital fluminense (a JMJ tem início apenas na terça-feira), diversos profissionais da imprensa ainda estão sem o documento de identificação e acesso aos Atos Centrais e Centro de Mídia. 

A reportagem do Terra, por duas vezes, já se dirigiu ao Forte de Copacabana, local onde funciona o centro de imprensa, para a retirada das credenciais. Nas duas oportunidades, saiu de mãos abanando, tendo que retornar em outro momento para a retirada dos crachás. 

No ponto de coleta dos documentos, a explicação é que algumas credenciais foram impressas de forma errada, e portanto, precisariam ser refeitas – caso dos documentos do repórter André Naddeo e do fotógrafo Mauro Pimentel. No entanto, ao ser indagado sobre de ser um processo simples, e se a equipe não poderia aguardar para levar as credenciais, a explicação de um dos atendentes foi que “o rapaz que imprime isso foi almoçar”. 

Os atendentes, que são voluntários da JMJ, pegam um telefone para contato posterior. Assim como o Terra, diversos outros jornalistas de outros veículos fazem o mesmo caminho neste domingo: tentam a retirada, voltam mais tarde, mas não conseguem deixar o local definitivamente credenciados. 

Tem sido bastante conturbado também o trabalho junto à assessoria de imprensa da JMJ, que não consegue absorver a enorme demanda dos profissionais de imprensa e chegou ao ponto de enviar num dos e-mails aos profissionais de imprensa, a seguinte declaração: “não podemos receber chamadas”. 

Na última semana, o Terra produziu reportagem em que voluntários da JMJ estavam avançando a madrugada no trabalho de confecção das credenciais. A reportagem apurou que uma mudança ocorrida nas últimas duas semanas atrasou a entrega dos documentos – uma vez que a empresa contratada para o serviço voltou atrás e disse não ser capaz de realizar a impressão em larga escala – são cerca de oito mil profissionais de imprensa credenciados.