Organização da Jornada Mundial se diz despreocupada com protestos

A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que ocorre entre os dias 22 e 28 de julho, no Rio de Janeiro, se mostrou despreocupada com a onda de manifestações que percorrem o país desde o início do mês. Para os organizadores do evento religioso, que deve reunir a expressiva soma de 2 milhões de peregrinos na capital fluminense, o povo é livre para se manifestar e o papa Francisco, em sua primeira viagem internacional, não passará por nenhum tipo de constrangimento, muito menos terá a sua segurança ameaçada. 

"A Jornada vai acontecer e temos toda a certeza e garantia. Eu sou muito otimista. Creio que, com a presença do papa Francisco, todos vão perceber que ele é um peregrino do amor”, explicou o padre Renato Martins, diretor do comitê organizador do megaevento católico, em entrevista coletiva aos jornalistas para explicar os Atos Centrais da JMJ, um detalhamento das atrações que participarão dos atos em Copacabana, na zona sul, e Guaratiba, na zona oeste. 

“A mensagem que ele vem trazer é de paz, e de respeito. A atmosfera do Rio vai mudar com a presença dele. Tenho certeza que serão dias maravilhosos", complementou o padre, que se mostra bastante seguro para o esquema de segurança a ser montado para o pontífice, que terá agenda bastante extensa no Rio de Janeiro, inclusive com uma visita a uma favela. 

Durante a realização da Copa das Confederações, em seis cidades brasileiras, as manifestações de revolta com a organização do torneio e com o gasto de dinheiro público para a construção das arenas, gerou nos bastidores a notícia de que a Fifa estaria cogitando o cancelamento das partidas semifinais e final. A entidade negou, posteriormente, o que classificou de boato, mas os protestos foram violentos nos arredores dos estádios. Dois ônibus da própria Fifa, por exemplo, em Recife, foram alvo de alguns ativistas, que arremessaram pedras  nos veículos em frente ao hotel da Fifa, na capital pernambucana. 

“Todos têm o direito de manifestar suas opiniões e filosofias, e a igreja não quer calar vozes. Isso é inevitável que aconteça, já que teremos gente do mundo inteiro, além de chefes de estado. A parte de segurança está sendo muito bem cuidada. Não estamos preocupados”, reforçou o dirigente.