Crítica | Pânico 4 | Será desta vez?

Quinze anos após a estreia do primeiro filme criado por Kevin Williamson e dirigido por Wes Craven, Pânico 4 chega aos cinemas quebrando um jejum de 11 anos da série, sofrido pelos fãs do assassino serial Ghostface. Mas calma lá! Não precisa parar de ler, achando que se trata de um sádico escrevendo para um grupo de psicopatas. Quando o primeiro filme Pânico estreou, em 1986, o gênero terror andava meio mal das pernas e ganhou uma sobrevida. E o mérito foi dessa mistura de medo e deboche provocado por um assassino, que matava suas vítimas depois de fazer perguntas sobre filmes de terror. E você, certamente, já conhece a cara dele, ou melhor, a máscara branca de queixo grande, sempre vestido de preto e um punhal na mão, num misto da tradicional imagem da morte (sem a foice) com o quadro O grito de Edvard Munch. Já virou até fantasia de criança. Lembrou? 

Nesta nova história, Sidney Prescott (Neve Campbell) retorna à cidade onde tudo começou para lançar um livro sobre sua nova vida. Mas a morte continua rondando a única sobrevivente dos terríveis crimes e eles voltam a acontecer, deixando todo mundo (com trocadilho) em pânico. Será que ela morre desta vez? 

Repetindo a (boa) fórmula de brincar com o espectador, o roteiro mostra-se criativo, provocando risadas e criando momentos de absoluto suspense, alguns terminando com doses exageradas do já característico sangue cenográfico espirrado para cá e para lá. Seja criticando as refilmagens ou as muitas sequências que são feitas, os diálogos rápidos e inspirados não perdem uma chance sequer de citar os clássicos do terror, as armas de Jason, Freddie e cia, além de homenagear figuras reais, como Bruce Willis e o cultuado diretor Robert Rodriguez. O elenco tem muitos rostos conhecidos, como David Arquette (Malditas aranhas!) e Courteney Cox (Friends), Hayden Panettiere, do seriado Heroes, além de Emma Roberts (Idas e vindas do amor), entre outros nomes. Com uma edição correta e trilha sonora “audível”, Pânico 4 não tem a intenção de virar item obrigatório de coleção ou da sua prateleira, mas por falar nisso, “qual é o seu filme de terror favorito?” (risadinha sinistra)