Editorial: Governo do Rio é um fracasso nos transportes

Desta vez as vítimas da ineficiência da concessionária Metrô Rio não foram os sofridos passageiros da Linha 2, que percorre os subúrbios do Rio. Anteontem, o que teria sido uma “pane energética” deixou centenas de pessoas presas nos vagões durante uma hora, em plena Zona Sul do Rio. Mulheres e crianças desmaiaram nos vagões, um homem teria sido eletrocutado ao tentar caminhar pelos trilhos, fato negado pela empresa. O mais irônico é que tudo isso aconteceu na véspera do aumento que leva o valor das passagens para R$ 3,10.

Como sempre acontece, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio (Agetransp) apressou-se em sair em defesa da concessionária. Apesar de ter multado mais em 2010, a agência frequentemente atua como porta-voz de quem ela deveria fiscalizar e punir.

Há cerca de um mês, após um incidente (mais um!) nas barcas que ligam Rio e Niterói, não foi a assessoria da Barcas S.A. quem prestou esclarecimentos à imprensa, mas a Agetransp. O mesmo tem acontecido com a SuperVia, cujos serviços não são satisfatórios na opinião da maioria dos usuários dos trens.

A verdade é que a gestão do governo estadual em relação aos transportes é catastrófica. Dia após dia, os problemas se repetem. E não temos conhecimento de nenhuma ação do governador Sérgio Cabral para mudar as coisas, pelo contrário, as concessões são renovadas com louvor.