Heloisa Tolipan: Paris Fashion Week

Thierry Mugler

Duas palavras podem resumir o desfile comandado por Nicola Formichetti: Lady Gaga. A marca é responsável pelo figurino do ícone pop e praticamente fez este desfile para ela. Para quem não lembra, na trilha do desfile masculino rolou uma prévia de Born this way  remixada e, dessa vez, pedaços da nova Government hooker deram o clima das passadas das modelos, que desfilavam em um cenário de inspiração gótica. Aliás, era esse o clima que transparecia das peças que poderiam ter saído do último clipe de Gaga: estruturas diferentes por debaixo das roupas faziam as modelos parecerem criaturas, ou little monsters. Também teve o momento de inspiração nos anos 80 e no clima selvagem com modelos que pareciam gêmeas de Grace Jones em peças com animal print. Ah, Gaga também modelou e a top que fechou o desfile foi... ela.

Balmain

Há uns 2 anos só se falava em uma tendência para o Inverno e o Verão: o Balmainismo. A tal mania lançada por  Christophe Decarninincluía inspiração militar, calças skinny, roupas rasgadinhas e as temidas ombreiras. Desde então, o estilista vem reinventando essa “marca registrada”e, ontem, nas passarelas de Paris, trouxe terninhos de lamê dourado, camisetas com fendas que deixavam a barriga de fora e até botas brancas - cê jura, Christophe? Alguém se habilita a voltar à época da mania de paquita?

Balenciaga

O primeiro look que entrou na passarela já demonstrava o que seria a nova coleção de Nicolas Ghesquière: um jogo entre leve e pesado. Florais delicados apareciam por debaixo dos casacões com tramas de tricô em couro e, se as formas ficassem sérias e retas demais no jogo de texturas e proporções, azul, roxo e pink vinham deixar tudo mais leve.  Apesar de ter desfilado em um look todo preto, Miranda Kerr ficou longe de passar despercebida no seu primeiro desfile depois de ter dado à luz, há mais ou menos dois meses. Seu marido, Orlando Bloom, também não foi esquecido, lindo, na fila A.

Gareth Pugh

Metade do desfile parecia ter sido inspirado na silhueta de Van Helsing: muito preto, casacões até o pé, zíperes que formavam cruzes no tronco e materiais rígidos, em contraponto a tecidos esvoaçantes aqui e acolá - até nas produções para os rapazes. Depois, o azul royal chegou para deixar os vestidos mais alegres e, por fim, deu espaço ao dourado com cara de globo de discoteca. 

Zac Posen

O estilista queridinho dos red carpets  das cerimônias de premiação veio mostrar que nem só de longos dramáticos e bem feitos é feito o seu talento.  Acredite que até calças cropped  mais justinhas, casacos de couro com barbatanas nos quadris, casacas compridas e trench coats estruturados entraram na passarela, mas todos obedecendo à cartela cheia de variações de azul e verde. Zac não é bobo nem nada e também tratou de colocar um casaco de pele no desfile que foi fechado com seus famosos longos esvoaçantes e de corte sereia, os únicos com autorização para fugir um pouquinho da paleta e levar até vermelho para a catwalk parisiense.