Heloisa Tolipan: Samba, suor e chimarrão

Há 26 anos, em Porto Alegre, difícil seria para algum familiar de Juliana Didone imaginar que a atriz se tornaria, além de linda e talentosa, rainha de bateria de um dos blocos mais badalados do maior Carnaval de rua do mundo, o carioca. Pois, em 2011, a gaúcha estreia à frente dos ritmistas do Empolga às 9, que desfila pela orla de Copacabana, dia 05. No entanto, está enganado aquele que pensa que a relação de Juliana com o samba começou com sua vinda para o Rio. “Minha mãe sempre curtiu Carnaval, mas como em Porto Alegre não tinha folia na rua, nem Sapucaí, o jeito era se fantasiar e ir para os clubes”, relembra a atriz, apaixonada pelos blocos cariocas. “Acho a interação na rua maior que na Avenida, sem tanta pretensão. Cada bloco faz o seu Carnaval onde o júri é o povo e o prêmio é a alegria da galera”, analisa. O que não impede que a gaúcha tenha uma escola de coração: “Torço pela Vila Isabel, seus desfiles sempre me comovem de alguma forma”. Comoção que também surge quando o samba atravessa, como na fatalidade que ocorreu em um trio elétrico, neste pré-Carnaval, com a morte de uma jovem. “Queremos nos divertir, mas também queremos banheiro químico e espaço seguro. O Carnaval gera renda, emprego e visibilidade para a cidade. É obrigação dos órgãos públicos cuidar dos mínimos detalhes para que tudo aconteça na maior segurança, sem jamais pôr em risco a vida de um folião”. Falou e disse, Ju.