Editorial: Cidadania começa com a população dando exemplo

A trágica morte  da jovem Camila Nunes, de 21 anos, que despencou de um trio elétrico há uma semana em plena Avenida Atlântica (Zona Sul do Rio), não pode ser esquecida a poucos dias do Carnaval. Aquilo não foi um acidente. Acidentes são, em tese, acontecimentos imprevisíveis, inevitáveis. A queda de Camila podia ser evitada. Bastava haver uma grade protetora no alto do caminhão. Mas não havia. Haverá nos demais trios que desfilarão a partir de agora?

Ninguém quer pôr água no chope de nenhum folião, mas é preciso esclarecer como e porque a jovem caiu, e tomar as devidas providências, antes que outros trios igualmente perigosos desfilem por aí.

O Carnaval do Rio, por si só, já é um acontecimento de repercussão mundial. Mas com a aproximação da Copa do Mundo e da Olimpíada, a cidade vai se tornando um centro de atenções internacionais. Portanto, a preocupação com a segurança e o conforto dos moradores e visitantes da cidade deve ser não apenas redobrada, mas compartilhada.

Às autoridades, especialmente neste Carnaval, cabe fiscalizar, inibir e punir irregularidades, seja em ruas, trios elétricos, palcos ou qualquer outro recinto público, além de proporcionar a infraestrutura ideal para as festas. E, aos moradores, pede-se a consciência de que as ruas são de todos os cariocas. Certamente, ninguém atura ver uma pessoa urinando ou jogando lixo em seu quintal.

É dando que se recebem, também, bons exemplos.