Heloisa Tolipan

Incredulidade: esta foi a expressão esboçada pela estrela teen Justin Bieber ao ouvir um nome que não o seu ao ser aberto o envelope de Artista linha do jazz Esperanza responsável pela provavelmente consolado superpadrinho que durante toda a premiação. Revelação. A estreSpalding foi a decepção do astro, por Usher , esteve a seu lado Essa é para quem ficou de olho não só no palco, como também nos closes da plateia. Mais animada do que qualquer vencedor da noite estava Nicole Kidman , que não deve ter contabilizado nem vinte minutos sentada na poltrona. Mãos para o alto, batendo palminhas, dando gritinhos, enfim: se houvesse a categoria “performance feminina mais animada”, o gramofone de ouro já teria dona. Nem Lady Gaga, nem Eminem , nem as estrelas country do Lady Antebellum. O prêmio mais importante da noite foi para o indie-rock do Arcade Fire: The Suburbs, terceiro álbum da banda que conta com uma base de sete (!) integrantes, foi escolhido Álbum do Ano.Trocando em miúdos, o grande climão da cerimônia, ao lado da derrota de Justin Bieber, claro. Parece mentira, mas até esta edição do Grammy, jamais uma das maiores lendas da história da música havia pisado no palco desta que é a mais importante premiação do mercado fonográfico.

Sim, estamos falando de Mick Jagger , cuja apresentação foi uma linda homenagem a Solomon Burke , ícone da soul music, falecido em 2010. Every body needs somebody to love ganhou o eterno ar de rebeldia de Mick Jagger, em uma performance simplesmente eletrizante. Uma loucura.