Heloisa Tolipan

Grammy em 7 atos Los Angeles – AFP Foram quase três horas e meia de premiação, entre momentos sonolentos e outros empolgantes. Mas, no fim das contas, o que ficou claro, após a 53ª cerimônia de entrega dos prêmios Grammy, no Staples Center (LA), é que a National Academy of Recording Arts and Sciences, responsável pela escolha dos laureados, deu uma recauchutada em seus critérios, tentando fugir da obviedade. Para nós, meros espectadores, valeu pelo quesito surpresa, cada vez mais escasso quando o assunto é premiação. Concordar ou não com os vencedores é mero detalhe: relevante é perceber se a festa teve ou não passagens marcantes.Nós separamos sete delas para compartilhar com você: A noite começou sem pudor, carregada em emoção, com tributo comovente à diva Aretha Franklin , detentora de 18 gramofones de ouro. Enquanto a homenageada acompanhou tudo de sua casa, em Detroit, no palco brilhavam Yolanda Adams , Martina Mc Bride , Christina Aguilera , J ennifer Hudson e Florence Welch , vocalista do Florence and The Machine. Mas, em meio à tanta comoção, o que saltou aos olhos foi o shape esbelto de Jennifer, ao lado de uma plastificada Aguilera. Sem sombra de dúvida, um dos momentos mais esperados da noite era a apresentação de Born this way , novo single da diva pós-moderna Lady Gaga . Ainda mais após sua chegada no red carpet , sendo chocada durante horas dentro de uma cápsula-ovo. Eis que, no palco, nasceu uma performance um pouco frágil, prématura mas, que, obviamente, não deixou de empolgar a plateia. Afinal, falem bem, falem mal, não adianta mais: Lady Gaga é sempre protagonista do espetáculo.