Sim aos gays

Apesar de conser vadorismo, igrejas no sul dos Estados Unidos começam a abrir as por tas para casais gays E m um pais católico como os Estados Unidos, aliar religião com uma opção sexual fora dos padrões, sempre pareceu impossível. Na década de 1980, uma igreja americana favorável à homossexualidade sofreu um ataque a bomba, o que fechou ainda mais os caminhos para este tipo de convivência.

Entretanto, este paradigma está sendo quebrado na cidade de Jacksonville, na Flórida, onde oito igrejas abriram suas portas para casais gays. Uma delas aceita, inclusive, casais homossexuais com filhos.

As mudanças são surpreendentes em uma cidade onde as igrejas, que há muito tempo condenam a homossexualidade, continuam a ter muito poder. Dados publicados em 2009 pelo departamento de pesquisa do censo americano constataram que Jacksonville abriga uma das maiores populações de pais homossexuais dos Estados Unidos.

Além disso, a pesquisa mostra que a criação de filhos por casais do mesmo sexo é mais comum no sul do que em qualquer outra região do país. Gary Gates, demógrafo da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, confirma a informação de que há maior probabilidade de casais homossexuais do Arkansas, da Louisiana, doMississipi e do Texas terem filhos.

As famílias desta região desafiam o estereótipo de uma América homossexual branca, endinheirada e urbana. Para Bob Witeck, diretor-executivo da Witeck-Combs Communications, isso mostra como a comunidade gay é diversificada.

– Não somos todos brancos e ricos – afirma Gates, citando dados de uma amostragem do censo. – Os casais homossexuais negros ou latinos têm duas vezes mais probabilidades de criar filhos do que os brancos.