Cartas

PIB No último ano de governo Lula e disposto a tudo para eleger o sucessor, o governo federal abriu os cofres e gastou à vontade produzindo um superávit fiscal de 1,9% do PIB, que – através de manobras fiscais, capitalização da Petrobras e dividendos antecipados da Eletrobras, estatais que não fazem parte da contas públicas do país – chegou a 2,78%.

Mas, nem mesmo sacando da cartola mágica, em ano de economia muito positiva, conseguiu chegar à meta mínima de 3,1% do PIB.

Abel Pires Rodrigues, Rio Câmara Federal A partir de hoje cinco blocos tomarão conta da quadra da Câmara Federal. Uma miscelânea, que certamente colocou em dúvidas até mesmo aquele que se diz apolítico. Mandaram a convergência ideológica pro espaço e adotaram a política. Ensaiaram os blocos de um jeito e os colocaram na rua de outro. Certamente na próxima eleição, vão cair para o segundo grupo.

Foi lindo ver os velhos coronéis da política disputando o apoio do Tiririca, do Romário, do Popó e dos demais noviços que ajudaram em suas reeleições. Um Congresso à moda do povo, que o Tribunal Superior Eleitoral aprovou. Pobre Brasil! Leônidas Marques, Volta Redonda (RJ) Sarney É triste e frustrante vermos José Sarney (PMDB/AP) ser reeleito presidente do Senado pela quarta vez, com 70 dos 81 votos. Mesmo depois de todos os escândalos envolvendo Sarney e sua família, nada mudou, e ele segue intocável e aferrado ao poder. A votação no Senado não deveria ser secreta. Gostaria de saber, por exemplo, em quem os senadores paulistas Eduardo e Marta Suplicy votaram.

Renato Khair, São Paulo O povo está anestesiado. José Sarney foi eleito mais uma vez presidente do Senado. Inacreditável. Não existe um líder político capaz de se opor às diretrizes da política de conchavos e negociatas? A maioria dos políticos tem o rabo preso em alguma falcatrua. Todos se escondem. A filosofia é aquela do “quem não é visto não é lembrado”. Sarney diz que passou toda a sua vida no Congresso Nacional. E estendeu seu feudo do Maranhão até o Amapá.

Wilson Gordon Parker, Nova Friburgo (RJ) Senador Sarney, eu sei que o senhor anda apavorado com medo de ficar fora do poder. Sua consciência deve estar tão pesada que se apega a tudo que é possível e impossível para ter um respaldo e proteção do poder, a única força restante, além do PT, que resta para lhe dar um amparo contra a ira que lhe votam todos que defendem a democracia. Quem pode esquecer sua censura de 550 dias ao Es tadão , que continua batendo firme o pé contra sua atitude e não aceita acordo espúrio para terminar? Benone Augusto de Paiva, São Paulo Senadores elegem Sarney por mais dois anos? Desde quando fazer trapaça e eleger alguém? Todos sabem da conveniência de se manter Sarney na presidência do Senado. Ele não pune ninguém, colabora com seu partido a fim de lograr seus próprios interesses e dá cobertura para todo tipo de corrupção. Infelizmente, iniciamos uma nova legislatura, com velhas raposas cheias de vícios.

Izabel Avallone, São Paulo Egito As mudanças no Egito não é uma questão puramente local.

São muitas as variáveis em questão. Tudo tem origem a partir da Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e sua herança, o domínio e império americano, o judaísmo nos EUA, o sionismo, o petróleo árabe, as ditaduras árabes mantidas pelos ianques para defender seus interesses.

E não podemos esquecer: a crise americana, suas contradições e seu declínio, a globalização – tudo presente nessa crise.

Antonio Negrão de Sá, Rio.