O novo senhor da fantasia

Prestes a lançar continuação de seu best-seller instantâneo ‘O nome do vento’, Patrick Rothfuss conta como é ser considerado o substituto de J.R.R.Tolkien P atrick Rothfuss realizou o sonho de qualquer jovem escritor logo em seu primeiro livro. Ele alcançou sucesso quase instantâneo com O nome do vento , em 2007, e foi logo comparado aos grandes autores de fantasia, como J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis.

Rothfuss gosta de atribuir seu reconhecimento à sorte, e não ao fato de ter usado todos os clichês da fantasia e misturá-los de maneira original.

Na obra, você encontrará el fos, fantasmas, maldições e males secretos que espreitam o mundo, o pacote completo de tudo que já faz sucesso no gênero de fantasia. A diferença está em como o autor conta a história.

Com estilo dinâmico e na primeira pessoa, Patrick narra a saga de Kvothe, um talentoso músico que entra na universidade para resolver o mistério da morte dos seus pais. Com pitadas de humor na hora certa, constantes reviravoltas e um ritmo acelerado, o livro sabe ser bem dosado – é recheado de aventuras fantásticas que o protagonista é obrigado a enfrentar, mas não perde o foco no desenvolvimento do próprio personagem.

Prestes a lançar The wise man’s fear ( O medo do sábio , em tradução livre), Rothfuss contou ao Jornal do Brasil como tem sido lidar com a fama e a pressão de ser considerado a nova sensação de um gênero que ainda respira sucessos dos anos 50, como O senhor dos anéis e As crônicas de Nárnia .