Disputa pela presidência é o centro das atenções

Em fevereiro, Senado e Câmara elegem os representantes do posto máximo do Legislativo.

Compensações e brigas dão a tônica A cada dois anos o Congresso Nacional escolhe seus presidentes e membros das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. A disputa, decidida geralmente nos bastidores, é acirrada.

Não sem motivo. Além de terem direito a algumas regalias tentadoras, como poder morar em umas das residências oficiais exclusivas aos presidentes das Casas e contar com motoristas, carros oficiais e mais servidores sob sua tutela que os demais parlamentares, o poder conferido a quem está no posto máximo do Legislativo certamente é um dos maiores atrativos.

Por isso, as eleições, marcadas para o segundo dia de fevereiro, sempre são mo tivo de disputas políticas longe ou perto dos holofotes. Mesmo depois do acordo entre PT e PMDB, que estabeleceu alternância das duas legendas no comando do Senado e da Câmara, a luta agora é convencer os colegas de Parlamento.

Na Câmara, o atual presidente, deputado Marco Maia (PT-RS), já conseguiu o apoio formal de 11 partidos – três da oposição. No Senado, o também presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que pretende permanecer no cargo, negou que haja acordo para compensar Renan Calheiros (PMDB-AL), que deixou o posto em 2007 acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista.