Pag. 2 - O craque chegou, agora só falta fazer o que sabe

A VOLTA DE Ronaldinho Gaúcho ao Brasil é digna de comemoração, e não apenas por parte dos rubro-negros. Trata-se, talvez, do maior craque surgido no futebol mundial depois de Diego Maradona. Ronaldinho é um dos raros malabaristas da bola que conseguiram aliar competitividade à sua genialidade. Foi peça fundamental na conquista da Copa 2002 pelo Brasil e, por duas vezes, acabou eleito o melhor jogador do mundo.

Ultimamente, porém, Ronaldinho entrou em trajetória descendente. Badalações e muito dinheiro tiraram-lhe o foco do futebol. Por diversas vezes, declarou que se dedicaria mais e voltaria a ser o craque que encantou o mundo, mas a coisa ficou apenas na promessa. E o impensável aconteceu: ficou fora da Seleção Brasileira na Copa do ano passado e amargou até o banco de reservas do Milan, clube italiano que o negociou com o Flamengo.

Ontem, Ronaldinho foi apresentado pessoalmente à torcida do clube mais querido do Brasil. A festa, no coração da Zona Sul do Rio, num dia de semana, foi marcada apressadamente, para desespero das autoridades policiais e de trânsito. Como não poderia deixar de ser, milhares de rubro-negros foram dar as boas-vindas ao astro nas acanhadas dependências do pré-histórico estádio da Gávea. Por sorte, não ocorreu uma tragédia.

Agora, resta a Ronaldinho provar que pode fazer com eficiência e seriedade o que mais sabe: jogar futebol. Basta que se alimente bem, durma cedo e treine. Simples assim.