Pag. 27 - Amy revelada

Amante de jazz, o pai de Amy influenciou seu estilo. Ele andava pela casa cantando Frank Sinatra Nick Johnstone Seu livro também reúne fotos da adolescência de Amy Winehouse, época na qual ela já colecionava problemas, como a expulsão de uma escola de música. A vida pessoal dela sempre foi conturbada? – Como muitos artistas que se dedicam intensamente ao trabalho, Amy Winehouse é o tipo de pessoa que não tem papas na língua. Tanto quando criança quanto como adolescente, ela já colecionava confrontos. Desde nova, ela realmente já entrava em muitos problemas.

Qual foi a sua grande surpresa ao pesquisar a vida de Amy Winehouse? – Quando comecei a escrever o livro, achei que fosse descobrir como um vozeirão daqueles pode sair de uma mulherzinha tão miúda. Isso pode parecer até bobeira. No entanto, para mim, ainda é um grande mistério.

Quais são as principais inspirações musicais de Amy Winehouse? Os pais dela realmente tiveram forte influência no seu estilo? – A paixão dos pais de Amy pela música teve papel fundamental no seu crescimento e teve um enorme impacto no estilo musical dela. Talvez a maior parte da influência venha do seu pai, um verdadeiro amante do jazz e que caminhava pela casa cantando músicas do Frank Sinatra. O visual dela também tem muito das Ronettes, uma girl band dos anos 60 do qual eu, particularmente, sempre gostei muito.

O casamento de Amy com Blake Fielder-Civil tem re lação com o estilo de vida conturbado da cantora? – Tudo o que sei sobre o relacionamento de Amy com Blake é que era extremamente complicado e muito intenso. Como isso afetou a cantora, eu não gostaria de especular.

O talento de Amy Winehouse é inegável, mas suas músicas passam muita raiva e descontrole. De onde ela tira isso? Do divórcio dos pais, dos problemas com drogas? – Amy Winehouse, assim como Billie Holiday ou Lou Reed, é o tipo de artista que faz música para si próprio. Ela tem necessidade de expressar algo que vem de dentro dela. É por isso que há um intervalo tão grande entre seus discos.

Ela canta quando tem algo a dizer. Quando não há razão para cantar, ela não canta. Esse comprometimento com a arte é o que faz dela um ícone tão fascinante e único do atual cenário musical.