Pag. 13 - Biblioteca Nacional reedita livro oportuno

U m dos grandes avanços da participação feminina nas estruturas de poder em nosso país deu-se com a princesa Isabel, filha de dom Pedro II, por sua vez filho de dom Pedro I e neto do rei dom João VI, que para cá veio na função de príncipe regente.

A bisavó da princesa Isabel, dona Maria I, rainha de Portugal, por parecer de junta médica, estava impossibilitada de governar. Era conhecida como a rainha louca e foi ela quem mandou enforcar, esquartejar e salgar o corpo de Tiradentes, determinando que os pedaços do corpo fossem afixados em postes no caminho do Rio a Vila Rica.

Isabel, ao contrário, era e é ainda muito querida no Brasil. Numerosas estátuas, figuras e textos comprovam este apreço dos brasileiros, sobretudo dos mais pobres. A princesa baixou a Lei Áurea, assim chamada porque foi assinada com caneta de ouro, acabando com a escravidão no Brasil. Era princesa regente e não princesa “regenta”.

A família real portuguesa enfrentava duras crises há quase dois séculos! Podemos comprovar isso, por ínvios caminhos, no livro de Manuel de Andrade Figueiredo, Nova escola para aprender a ler, escrever e contar , quatro verbos que muitas pessoas ainda praticam pouco.

Aprendem pouco porque leem, escrevem e contam menos do que precisam.

Graças ao trabalho de Marco Luchesi, atual diretor editorial da Biblioteca Nacional, uma edição fac-similar do original foi reeditada nos finais de 2010. Submetida às três censuras do período – a da Inquisição, a do Bispo e a do Paço, em 1719 – foi impressa em 1722. Naquela época, era moda questionar os fundamentos da cultura cristã tradicional.

A Europa inteira fervilhava com o Iluminismo, movimento que acabaria por desembocar na Revolução Francesa, com a decapitação do rei. As sado, que levou tônio José da Portugal adiantado, rizou os inventos meu de Gusmão.

lectuais eram tônio nasceu meu, em Santos. casas reais europeias ficaram assustadíssimas.

Estava no poder o rei dom João V, a quem o livro foi dedicado. Foi em seu reinado que Bartolomeu de Gusmão se tornou o padre voador, ao inventar a passarola, mas antes já tinha pedido patente para “invento para fazer subir água a toda a distância e altura que se quiser levar”.

Estava em luta um Portugal atraà fogueira AnSilva, contra um que autode BartoloOs dois intebrasileiros. Anno Rio. BartoloNa segunda das sete regras, o autor recomenda que façamos pausa, silêncio, se queremos que o outro nos entenda. E ensina como refletir isso na escrita com o ponto, a vírgula, a interrogação, a exclamação, o parágrafo, os acentos etc.

Qual é a grande pausa de nossa vida? A morte. Ela dá o ponto final em nossa existência! Gente há que só para com ela, mas é preciso fazer pequenas mortes antes, sendo a do sono a mais importante delas. E atualmente vivemos as das férias, principalmente das férias escolares.

Os viciados acabam mal, mesmo os viciados em trabalho. Paremos. Vamos ler um pouco. Estamos sempre precisando aprender a ler, a escrever e a contar.

Deonísio da Silva, escritor e doutor em letras pela USP, é pró-reitor de Cultura e Extensão da Universidade Estácio de Sá. Seus livros são publicados pela Editora Leya. Fones: (21) 3311-9337 Celular (21) 8744-9908 – VoIP: 0509337. www.estacio.br.