Pag. 29 - Heloisa Tolipan

Patricia Viera é daquelas que não deixa nenhum imprevisto atrapalhar o seu desfile. Se a top inglesa Daisy Lowe fi cou doente e não pôde viajar, a sobrinha Harley Vieira-Newton migra das pi ck-ups para a passarela e faz o seu primeiro desfile. A mocinha simpática que é íntima do nosso país e curte a música das bandas de cá, nem parecia nunca ter pisado numa catwalk e não deixou nem o medo de cair de cima dos altos saltos atrapalhar a sua entrada.

Aliás, foi à relação com a família recheada de it girls , que Patricia atribuiu a modernização da sua marca – e a diminuição dos comprimentos de suas peças. Abrindo a semana de negócios de moda do Rio, o Senac Fashion Business que exalta a espontaneidade da mulher carioca, a dona do desfile não se cansava de exaltar a liberdade dessas mulheres que ficam bonitas com pouco.

No calor, vestidinho por cima do biquíni, chapéu e chinelos, se a temperatura cai, calça jeans, camiseta e uma das jaquetas poderosas dessa coleção de inverno fazem o look dessa mulher despretensiosa. “A carioca está perto da praia, por isso ela sempre se cuida. Está com o cabelo bonito, corpo bem cuidado, unha e sobrancelhas feitas, por isso fica bonita com pouco”.

E, seria a nova editora chefe da Vogue francesa, Emmanuelle Alt , a carioca do frio? “Sem dúvida”, disse Patricia.