Pag. 11 - Um país dividido pelo radicalismo

Escaramuças verbais entre republicanos e democratas teriam motivado o fanático que matou seis no Arizona DA REDAÇÃO O atentado que, no último sábado, matou seis pessoas e feriu outras 12, inclusive a deputada democrata Gabrielle Giffords, mostra o crescimento do radicalismo na sociedade americana. O principal suspeito do crime, Jared Loughner, está preso. Na casa dele, foi encontrado um envelope com as palavras “eu planejei antes” e “meu assassinato”, ao lado do nome “Giffords”.

O xerife Clarence Dupnik, responsável pelas investigações, culpou o cenário político e, indiretamente, os republicanos pelo atentado. O cargo de xerife é eletivo e Dupnik integra o Partido Democrata.

– Você vê pessoas desequilibradas, como respondem a declarações atacando o governo. A raiva, o ódio e o preconceito neste país são repugnantes. Especialmente no Arizona, que teria se tornado a capital, a Meca do preconceito – afirmou o xerife.

Segundo amigos de colégio, o provável criminoso, que pode ter transtornos mentais, teria mudado de comportamento nos últimos seis anos. Ele chegou a ser afastado da universidade por comportamento violento. Preso agora e indiciado por cinco acusações de assassinato e tentativa de assassinato, Loughner compareceu à Corte ontem.

No site americano Politico , um dos mais respeitados do país, o argumento mais repetido era que “a direita seria a responsável pelo massacre, ainda que por associação indireta”. A ex-candidata a vice-presidência Sarah Palin também foi apontada como responsável pelo acirramento dos ânimos de muitos americanos. De acordo com o senador democrata Richard Durbin, Palin tem responsabilidade “por suas palavras violentas”. Ex-governadora do Alasca, ela havia feito campanha contra Giffords nas eleições de novembro.

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