Espiã russa trabalhou por 10 anos em embaixada dos EUA

Investigadores do serviço de contra-inteligência norte-americano descobriram que uma espiã russa trabalhou por mais de dez anos na embaixada do país em Moscou. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (3) pelo jornal inglês "The Guardian".    

A mulher era contratada pelo serviço secreto norte-americano, a agência federal que cuida da segurança de altos funcionários do Estado. A agente foi descoberta em 2016, durante uma fiscalização que detectou que ela tinha contatos e reuniões regulares não autorizadas com funcionários do FSB, o Serviço Federal de Segurança russo. As autoridades norte-americanas teriam sido notificadas em 2017, mas o serviço secreto decidiu não instaurar um inquérito interno e preferiu demiti-la meses depois para evitar possíveis constrangimentos.    

Segundo o jornal "The Guardian", a mulher tinha acesso a sistemas confidenciais de e-mails e comunicações internas do serviço secreto, com permissão para acessar materiais classificados como "top secret", ou altamente confidenciais, como as agendas do presidente e do vice-presidente norte-americanos.