Bachelet nega plano de voltar à linha de frente da política chilena

A ex-presidente socialista, Michelle Bachelet, negou a possibilidade de voltar à primeira linha da política chilena. "Hoje a vez é de outros e outras", disse nesta quinta-feira (2) ao lançar sua nova fundação.

Bachelet entregou em março deste ano a presidência do Chile ao conservador Sebastián Piñera, encerrando seu segundo mandato à frente do governo. Por lei, ela poderia se candidatar a um terceiro mandato presidencial em dezembro de 2021.

Seu nome é mencionado como um dos favoritos para ocupar o cargo de Alto Comissário para Direitos Humanos da ONU, a ser definido em breve.

"Como cidadã nesta etapa estou buscando outras formas de estar presente, mas já resolvi que não farei isso estando na linha de frente da discussão nacional, e sim apoiando processos nacionais e internacionais, com conversas-chave para o Chile e onde for necessário", disse a ex-mandatária (2006-2014/2014-2018), ao apresentar nesta quinta-feira à imprensa seu novo 'think tank'.

"Disse isso ao infinito e volto a repetir: não há (intenções de voltar à política). Vocês me conhecem, sempre que eu puder ajudar o meu país, farei isso, mas hoje é a vez de outros e outras. É o momento de novas caras, novos olhares, novas lideranças que portem as bandeiras da mudança", acrescentou a chilena.

A nova fundação se chama 'Horizonte Cuidadão'. Segundo Bachelet, a ideia é pensar nos objetivos de desenvolvimento sustentável delineados para 2030. Será presidida por Valentina Quiroga, ex-subsecretária de Educação de seu último governo.

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